Uma das principais campanhas publicitárias atreladas ao lançamento do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 transformou-se em um gargalo logístico e financeiro para a Coca-Cola. A fabricante de bebidas confirmou que deu início a uma operação de recolhimento de milhares de garrafas de seus produtos após registrar uma onda de vandalismo e violação de embalagens dentro de supermercados e estabelecimentos comerciais.
A estratégia da companhia consistia em estampar figurinhas exclusivas do cromo oficial do torneio no verso dos rótulos de suas garrafas PET, incentivando o engajamento e o consumo de refrigerantes durante o período do Mundial. Contudo, a mecânica da promoção desencadeou problemas práticos nos pontos de venda.
De acordo com relatos de gerentes de redes varejistas e pequenos comerciantes, consumidores e colecionadores passaram a violar sistematicamente as embalagens diretamente nas gôndolas dos estabelecimentos. Os rótulos eram rasgados e retirados antes mesmo de passarem pelos caixas, configurando o furto do material promocional.
A multinacional reconheceu os danos operacionais causados pela arquitetura da promoção e emitiu um posicionamento voltado a tranquilizar a cadeia de distribuição. A Coca-Cola informou que mantém contato direto com os revendedores, cooperativas e comércios de bairro afetados pelo problema para coordenar os procedimentos de devolução.
Como as mercadorias violadas não serão recolocadas nas prateleiras e não gerarão faturamento para o comércio varejista, a fabricante assumiu integralmente o ônus financeiro pela falha de segurança na dinâmica da campanha. A companhia garantiu que todos os comerciantes que registraram perdas de estoque devido ao furto dos cromos serão devidamente reembolsados pelo valor correspondente das bebidas inutilizadas.
