O locutor esportivo Galvão Bueno anunciou que a Copa do Mundo de 2026 marcará a sua despedida definitiva das narrações de jogos do torneio mundial da Fifa. Em entrevista, o profissional de 75 anos explicou que não pretende estar na cabine de transmissão na edição de 2030, justificando que as limitações naturais da idade impedirão o ritmo exigido pela função na cobertura do campeonato internacional.
Apesar de planejar deixar o microfone principal e encerrar o ciclo como a principal voz das partidas, o jornalista confirmou que não pretende se aposentar completamente dos meios de comunicação e quer seguir ativo em coberturas de grandes eventos esportivos em novas funções de bastidores.
“Na próxima [Copa], a idade já não vai permitir. Não vai dar, né?”, iniciou Galvão Bueno em declaração à coluna F5, do jornal Folha de S.Paulo. “Eu vou assistir à Copa do Mundo. Se eu trabalhar, vai ser apresentando um programa, gravando um comentário diário, alguma coisa assim”, completou o comunicador.
Atualmente responsável por comandar as transmissões oficiais das partidas da Seleção Brasileira na grade de programação do SBT, Galvão Bueno alcançou uma marca histórica na semana passada. Durante a vitória do Brasil por 3 a 0 contra a Escócia, pela rodada de encerramento da fase de grupos, ele celebrou a marca de 100 gols da equipe brasileira narrados por ele em edições de Copas do Mundo.
A trajetória do locutor na competição começou no ano de 1974, no Mundial sediado na Alemanha Ocidental. Ao longo de 52 anos de carreira dedicados ao acompanhamento do torneio, o jornalista acumulou o montante de 148 jogos narrados em transmissões de televisão.
O feito técnico e a longevidade profissional conferiram ao brasileiro a inclusão oficial nas páginas do Guinness World Records, o livro dos recordes mundiais, como o locutor com o maior número de coberturas do torneio da Fifa.

