O governo do Acre, por meio da Polícia Civil (PCAC), deu início na manhã desta segunda-feira (8) a um ciclo de capacitação emergencial voltado a conter e neutralizar ameaças de segurança dentro de instituições de ensino. O programa engloba simultaneamente os cursos “Prevenção e Contramedidas à Violência Extrema Escolar” e “Intervenção Emergencial Contra Agressores Ativos em Ambiente Escolar”. As atividades ocorrem no âmbito do Programa de Prevenção e Intervenção no Ambiente Escolar do estado.
O treinamento estende-se até a próxima sexta-feira, 12 de junho, promovendo um alinhamento tático inédito entre os profissionais da rede pública de ensino e os quadros operacionais da segurança pública. O comitê de alunos inclui professores, coordenadores pedagógicos, diretores de colégios, além de agentes da Polícia Civil e oficiais da Polícia Militar do Acre (PMAC). A meta pedagógica é habilitar o corpo docente a rastrear precocemente perfis de risco psicossocial e, ao mesmo tempo, instruir as forças policiais no protocolo de pronta-resposta contra atiradores ou agressores em ambientes confinados.
As aulas teóricas e as simulações táticas ocorrem nas dependências da Faculdade do Estado do Acre (FEAC), complexo de ensino situado no bairro Cidade do Povo, na periferia de Rio Branco. A infraestrutura e a coordenação técnica do evento estão a cargo da Academia de Polícia Civil do Acre (Acadepol).

Iniciativa capitaneada pela Acadepol reúne autoridades e busca implantar planos de evacuação rápidos na rede pública de ensino/ Foto: Emerson Lima/PCAC
A solenidade de abertura do evento reuniu o primeiro escalão das forças de proteção do estado e representantes do Poder Legislativo. Compuseram a mesa diretora o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia; o delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin; a comandante-geral da PMAC, coronel Marta Renata da Silva; o secretário de Estado de Educação, Reginaldo Luís Pereira; o deputado federal Coronel Ulysses (União Brasil-AC); e o delegado Getúlio Monteiro, coordenador de Combate ao Crime Organizado da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DIOP).
Durante o ato, o delegado-geral Pedro Buzolin contextualizou que o início dos cursos funciona como uma resposta corporativa e governamental direta ao atentado registrado contra o Instituto São José, colégio tradicional da capital.
“Logo após o incidente registrado no Instituto São José, dentre as medidas de segurança adotadas, a Polícia Civil buscou, em Brasília, essa capacitação, visando evitar que uma tragédia como aquela volte a acontecer. E, caso uma ocorrência semelhante seja registrada, queremos que os profissionais da educação e da segurança pública estejam preparados para agir da maneira correta, preservando vidas e minimizando riscos”, justificou Buzolin.
O secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, corroborou a diretriz, sinalizando que o investimento em treinamento interagências blinda a comunidade escolar contra crises de histeria generalizada e falhas de comunicação na linha de frente no momento de um chamado de emergência. “Essa capacitação agrega conhecimento e valores, fortalecendo a capacidade de prevenção e resposta diante de situações críticas”, pontuou.
A ementa programática estruturada pela inteligência da DIOP prevê uma carga horária intensa dividida em módulos conceituais e oficinas de simulação de cenário real. O delegado Getúlio Monteiro, responsável pela coordenação metodológica, detalhou que os cinco dias de instrução serão divididos em eixos de contenção sequencial:
