Hamas afirma que os Estados Unidos têm ‘total responsabilidade’ pelos ataques de Israel em Gaza

Bombardeios deixaram mais de 400 palestinos mortos e outros mais de 650 feridos na madrugada desta terça-feira (18)

Por Marina, ContilNet 18/03/2025 às 07:19
Destruição após ataques de Israel na Faixa de Gaza. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Destruição após ataques de Israel na Faixa de Gaza. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Com seu apoio político e militar ilimitado à ocupação (Israel), Washington tem total responsabilidade pelos massacres e assassinatos de mulheres e crianças em Gaza. A comunidade internacional é instada a tomar medidas imediatas para responsabilizar a ocupação e seus apoiadores por esses crimes contra a humanidade”, diz o texto, segundo o The Guardian.

Logo após os ataques virem à tona, a porta-voz da administração de Trump, Karoline Leavitt, afirmou que a Casa Branca foi comunicada da decisão de Israel. A fala foi em entrevista à Fox News.

“A administração Trump e a Casa Branca foram consultadas pelos israelenses sobre seus ataques em Gaza nesta noite. Como o presidente Trump deixou claro – o Hamas, os Houthis, o Irã, todos aqueles que buscam aterrorizar não apenas Israel, mas também os Estados Unidos da América, enfrentarão um preço a pagar. O caos será instaurado.”

Bombardeios

Explosões após ataques de Israel em Gaza. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Explosões após ataques de Israel em Gaza. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Netanyahu afirmou que agora vai agir contra o Hamas de forma “cada vez mais intensa”(leia a nota completa abaixo).

Cessar-fogo interrompido?

O cessar-fogo, dividido em três etapas, previa uma pausa completa nos ataques, além da troca de reféns mantidos pelo grupo terrorista em Gaza por prisioneiros palestinos detidos em Israel.

Na prática, o prazo da primeira fase terminou em primeiro de março. Israel e Hamas chegaram a negociar uma extensão da trégua, mas não chegaram a um acordo. Com isso, o governo israelense anunciou a interrupção da entrada de ajuda humanitária no território palestino.

Uma autoridade do Hamas acusou Israel de romper com o acordo de cessar-fogo de forma unilateral, colocando os reféns mantidos em Gaza em um ‘destino incerto’. Segundo o Hamas, um funcionário do alto escalão de segurança do grupo terrorista, Mahmoud Abu Watfa, foi morto durante os ataques.

Explosões após ataques de Israel em Gaza. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Explosões após ataques de Israel em Gaza. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Hamas defende continuidade nas negociações

De acordo com a agência de notícias Reuters, o grupo Hamas continua defendendo a continuidade do cessar-fogo na Faixa de Gaza no conflito com Israel, mesmo após ataques que deixaram mais de 400 mortos. Negociadores do Hamas insistem em chegar a um acordo para o fim da guerra e retirada das tropas israelenses da região.

Equipes de negociação de Israel e do Hamas estavam em Doha enquanto mediadores do Egito e do Catar tentavam diminuir as diferenças entre os dois lados após o fim da fase inicial do cessar-fogo.

As autoridades israelenses defendem o retorno de todos os reféns restantes em troca de uma trégua de longo prazo para interromper os combates. A ideia é que a paz seja ao menos até após o mês de jejum muçulmano do Ramadã e do feriado da Páscoa judaica em abril, para que depois ocorram novas negociações.

O cessar-fogo é negociado pelo Catar, Egito e Estados Unidos.

Leia a nota completa divulgada por Israel para defender ataque:

“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz instruíram as Forças Armadas de Israel a agir com força contra a organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

A decisão foi tomada à luz de circunstâncias acumuladas, principalmente a falta de qualquer movimento nas negociações para a libertação de nossos reféns devido à postura rejeicionista do Hamas, e um alerta sobre a possibilidade de um ataque por organizações terroristas em Gaza contra nossos soldados e comunidades com o propósito de matar e sequestrar.

Após o Hamas se recusar repetidamente a libertar nossos reféns e rejeitar as propostas que recebeu do enviado do Presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e dos mediadores, as Forças Armadas de Israel e o Shin Bet foram instruídos, conforme declarado, a atacar uma série de alvos da organização terrorista Hamas em toda a Faixa de Gaza, com o objetivo de atingir os objetivos de guerra determinados pela liderança política, incluindo a libertação de todos os nossos reféns — tanto os vivos quanto os mortos.

O primeiro-ministro esclareceu que, deste ponto em diante, Israel agirá contra o Hamas com força militar cada vez mais intensa”.

Conteúdo Original / Fonte: CBN, Globo

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