Uma abordagem policial em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, revelou um caso inusitado de “estratégia de sedução” que acabou na delegacia. A Polícia Militar deteve um homem após notar que ele portava o que parecia ser uma tornozeleira eletrônica, equipamento utilizado para o monitoramento de detentos em regime semiaberto ou prisão domiciliar.
No entanto, ao realizarem a inspeção técnica, os agentes constataram que o objeto era uma falsificação grosseira. Tratava-se de uma pulseira comum, sem qualquer componente eletrônico, bateria ou conexão com os sistemas da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP).
“Isca” para atrair mulheres
Questionado pelos policiais sobre o motivo de portar um simulacro de equipamento prisional, o homem deu uma explicação que surpreendeu a guarnição. Ele afirmou que utilizava o acessório de forma estratégica para simular o cumprimento de pena. Segundo o suspeito, a intenção era atrair o interesse de mulheres que, segundo sua percepção, sentiriam atração por homens que ostentam esse tipo de item.
O homem explicou ainda que essa prática tem se tornado uma espécie de “moda” em determinadas redes sociais, onde a tornozeleira eletrônica é utilizada como um símbolo de ostentação e “estilo de vida” em eventos e festas.
Sem risco à segurança
Após verificarem que o objeto não possuía qualquer funcionalidade e não representava risco à segurança pública ou tentativa de burlar o sistema judiciário (já que ele não era, de fato, um monitorado), os policiais decidiram pela liberação do homem.
Apesar do susto e da detenção temporária para averiguação, o caso foi encerrado como um fato atípico. A Polícia alerta, contudo, que simular o uso de equipamentos oficiais pode gerar abordagens desnecessárias e mobilizar o aparato de segurança pública para situações sem natureza criminal.
