Um homem que se identificou como agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi preso pela Polícia Militar de Goiás (PMGO) após protagonizar um episódio de violência e vandalismo em um posto de combustíveis em Anápolis, a 55 km de Goiânia. O caso ocorreu no último sábado (11) e teria sido motivado pelo descontentamento do suspeito com a cobrança de uma taxa de R$ 1 para a utilização do calibrador de pneus do estabelecimento.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela PMGO, a confusão teve início no momento em que um frentista comunicou ao motorista sobre o valor estipulado para o uso do equipamento. Contrariado, o homem iniciou uma discussão com os funcionários, que evoluiu rapidamente para ameaças diretas e danos ao patrimônio do local.
Circuitos de segurança da empresa registraram toda a dinâmica do ocorrido. As imagens gravadas capturaram o instante em que o agressor avança contra a estrutura física do posto, quebrando a porta de vidro temperado da loja de conveniência e danificando outros objetos adjacentes.
Diante do estado de agitação do envolvido, a equipe da Polícia Militar acionada para conter o tumulto precisou utilizar uma arma de incapacitação neuromuscular, conhecida popularmente como taser, para imobilizá-lo.
Mesmo após ser neutralizado e receber voz de prisão, o indivíduo manteve o comportamento hostil, proferindo insultos e desacatos contra os policiais militares e contra um integrante da própria Polícia Rodoviária Federal que se deslocou ao local para acompanhar os desdobramentos da ocorrência.
O homem foi conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil em Anápolis, onde o auto de prisão em flagrante foi formalizado. Ele permanece sob custódia e à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil de Goiás instaurou um procedimento investigativo para apurar formalmente todas as circunstâncias do crime e verificar se o detido de fato pertence aos quadros funcionais da PRF ou se exerceu falsamente a identificação do cargo público. A instituição da PRF foi procurada para emitir posicionamento sobre o episódio, mas não enviou manifestação oficial até o fechamento desta reportagem. O espaço institucional segue aberto para esclarecimentos.
