Ibama recebe periquitos que foram resgatados no interior do Acre

Órgãos orientam sobre como agir ao encontrar filhotes de psitacídeos em período reprodutivo na região

Por Fhagner Soares, ContilNet 01/05/2026 às 13:47
Periquitões-maracanã passam por avaliação comportamental no Cetas para garantir retorno seguro à mata-/ Foto: Reprodução

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou o processo de acolhimento e tratamento de quatro aves da espécie periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus) resgatadas no município de Sena Madureira. Os animais foram localizados na região do ramal Cassiriam e encaminhados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Tratamento e Reabilitação

Ao chegarem ao Cetas, as quatro aves integraram-se a outros dois indivíduos da mesma espécie que já estavam sob cuidados da equipe técnica. No local, o grupo recebe atenção especializada voltada para a reabilitação física e comportamental. Segundo o instituto, essa etapa é considerada fundamental para assegurar que os animais consigam sobreviver de forma autônoma após o retorno ao habitat natural.

A expectativa é que, com a evolução positiva do quadro clínico de todos os seis exemplares, os animais possam ser devolvidos à vida livre em breve.

Orientações e Período Reprodutivo

O Ibama ressalta que este período do ano coincide com a época de reprodução de diversos psitacídeos, como maracanãs e papagaios. A orientação oficial para quem encontrar filhotes é observar se os pais estão nas proximidades antes de realizar qualquer intervenção humana. Caso os responsáveis não sejam localizados, os órgãos ambientais devem ser acionados imediatamente para realizar o encaminhamento seguro ao Cetas.

O crime de tráfico de animais silvestres

O tráfico de animais silvestres é uma das atividades criminosas mais nocivas à biodiversidade, sendo tipificado como crime ambiental pela Lei nº 9.605/1998. Retirar espécimes da natureza sem autorização, além de alimentar redes ilegais de comércio, causa desequilíbrios ecológicos profundos, como a interrupção da polinização e dispersão de sementes.

Muitos animais morrem durante o transporte em condições precárias ou sofrem traumas comportamentais que dificultam o retorno ao habitat. A manutenção de animais silvestres em cativeiro irregular impede a reprodução das espécies em vida livre e diminui a variabilidade genética das populações naturais, sendo essencial que a população denuncie cativeiros ilegais e não compactue com a posse desses animais sem origem legal certificada.

Conteúdo Original / Fonte: Fhagner Soares, ContilNet

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