17/08/2026

Idaf realiza caravanas para prevenir pragas e proteger produção vegetal

Por José Halif, ContilNet

Ao longo desta semana, Cruzeiro do Sul recebe uma programação voltada ao fortalecimento da defesa sanitária vegetal na região. No auditório da Universidade Federal do Acre (Ufac), o governo do Estado, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), realiza a 4ª Caravana Educativa de Prevenção e Combate à Monilíase do Cacaueiro e do Cupuaçuzeiro e a 1ª Caravana Educativa de Prevenção e Combate à Vassoura-de-Bruxa da Mandioca, para engenheiros agrônomos e florestais, técnicos agropecuários, pesquisadores, estudantes e produtores rurais.

No Acre, o primeiro foco da monilíase foi identificado em julho de 2021, na zona urbana de Cruzeiro do Sul. Desde então, o Idaf vem desenvolvendo ações de monitoramento, poda sanitária, fiscalização e educação sanitária em diferentes regiões do estado. O trabalho integrado das equipes técnicas tem contribuído para conter o avanço da doença, especialmente na região do Juruá.

“A realização desta caravana no Acre é de grande importância, principalmente porque estamos falando de doenças e pragas que podem causar impactos significativos na produção agrícola. Nosso objetivo é aproximar o conhecimento técnico dos produtores, fortalecer a prevenção e mostrar, de forma prática, como eles podem identificar possíveis sinais e agir rapidamente diante de uma suspeita”, ressalta Waldirene Gomes Cabral Maia, auditora fiscal estadual agropecuária e chefe do Departamento Tático de Ações Vegetal e Florestal do Idaf/AC.

Além das palestras, a programação inclui atividades práticas em campo com produtores rurais dos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, aproximando o conhecimento técnico da realidade das propriedades e reforçando as orientações.

O auditor fiscal federal da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac/PA), Paulo Albuquerque, destacou a importância da continuidade das ações realizadas pelo Idaf desde a identificação da monilíase no estado.

“É muito importante estar no Acre para participar de mais uma caravana e acompanhar de perto esse trabalho de prevenção e defesa sanitária. Desde a identificação da monilíase, em 2021, o Idaf tem atuado de forma rápida e responsável, adotando medidas de monitoramento, orientação e controle para reduzir os riscos de disseminação da praga. A continuidade dessas ações é fundamental, porque a defesa vegetal depende de vigilância permanente, da participação dos produtores e da capacidade de identificar rapidamente qualquer situação suspeita”, destaca.

A programação também dá destaque à vassoura-de-bruxa da mandioca, praga que ainda não foi registrada no Acre. Diante do risco de introdução, o Idaf vem reforçando as ações de prevenção e vigilância fitossanitária, com orientações técnicas aos produtores, monitoramento de áreas produtivas, distribuição de materiais informativos e capacitações para o reconhecimento de possíveis sintomas e adoção de medidas preventivas.

Para o auditor fiscal federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e coordenador de Controle de Pragas do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas (DSV), Glauco Teixeira, a realização da caravana demonstra a importância de investir em prevenção, vigilância e disseminação de informações técnicas.

“É fundamental compreender que o manejo da monilíase e a prevenção da introdução da vassoura-de-bruxa da mandioca começam pelo diagnóstico correto e pela adoção de medidas preventivas no campo. O controle dessas doenças exige uma atuação integrada entre produtores, assistência técnica e órgãos de defesa agropecuária, com foco na prevenção, na vigilância e na adoção de boas práticas de manejo. No caso da vassoura-de-bruxa da mandioca, que ainda não foi registrada no Acre, a capacitação dos produtores e dos profissionais que atuam diretamente no campo é uma ferramenta estratégica para fortalecer a vigilância fitossanitária, possibilitar a identificação precoce de eventuais suspeitas e reduzir os riscos de introdução e disseminação da doença”, explica.

Conteúdo Original / Fonte: José Halif, ContilNet

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