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Irmão de Eloá Pimentel, tenente da Rota segue internado em estado grave

Por Fhagner Soares, ContilNet 04/07/2026 às 19:22
Irmão de Eloá Pimentel, tenente da Rota segue internado em estado grave

Cirurgia de emergência extraiu projétil alojado na cabeça de oficial baleado na Avenida Goiás/ Foto: Reprodução

Uma semana após sofrer uma tentativa de execução no ABC Paulista, o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), Ronickson Pimentel dos Santos, permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em São Caetano do Sul. O oficial, que é irmão mais velho de Eloá Pimentel, jovem morta em um cárcere privado de grande repercussão nacional em 2008, foi baleado na região da cabeça.

Logo após o atentado, o militar passou por um procedimento cirúrgico de emergência para a remoção do projétil que havia ficado alojado em seu crânio. De acordo com informações oficiais fornecidas pelo comando da Rota, o paciente segue sob monitoramento intensivo e tem apresentado resposta positiva ao tratamento neurológico, além de uma estabilização nos sinais vitais. Apesar da complexidade do quadro clínico, a equipe médica considera a evolução do paciente dentro dos parâmetros esperados para a gravidade da lesão.

Em comunicado oficial divulgado à imprensa, a corporação militar manifestou apoio ao oficial. “Novos desafios ainda virão, mas a primeira grande batalha foi vencida”, destacou um trecho da nota assinada pelo batalhão de choque da Polícia Militar de São Paulo.

A tentativa de homicídio ocorreu na manhã do último sábado (27), na Avenida Goiás, um dos principais corredores viários de São Caetano do Sul. Segundo os registros policiais, o tenente havia acabado de encerrar uma sessão de treinos de crossfit em uma academia local quando foi surpreendido por dois homens armados que trafegavam em uma motocicleta. Os criminosos aproximaram-se do veículo e efetuaram múltiplos disparos em direção à vítima antes de fugirem do perímetro.

Santos recebeu os primeiros socorros de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda na via pública. Devido à gravidade e ao risco iminente de morte, o Comando de Aviação da Polícia Militar foi acionado, e o oficial foi transportado de forma helicóptero Águia até a unidade hospitalar de referência.

As investigações avançaram nas primeiras 24 horas após o crime. No domingo (28), diligências da Polícia Militar localizadas no bairro de Guaianases, na Zona Leste da capital paulista, resultaram na prisão de três homens sob a acusação de envolvimento no atentado.

De acordo com o Setor de Inteligência da polícia, o trio atuou diretamente no suporte logístico e na disponibilização dos meios de transporte utilizados pelos executores. As autoridades informaram que um dos detidos admitiu formalmente sua participação no crime durante o depoimento inicial.

O inquérito policial segue em andamento conduzido pela Polícia Civil, com suporte do Ministério Público. A principal linha de investigação aponta que a execução foi minuciosamente planejada de forma prévia e monitorada, com indícios que sugerem a participação e a ordem de integrantes de uma organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios do estado de São Paulo.

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