A atriz Isis Valverde utilizou suas redes sociais, na noite deste domingo (21), para se manifestar publicamente após a repercussão do encerramento de um litígio trabalhista que tramitava contra ela na 23ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. A disputa judicial foi encerrada por meio de um acordo financeiro de R$ 30 mil firmado com sua ex-cozinheira, Marcia Raimunda.
A ex-funcionária, que trabalhou na residência da artista entre os anos de 2014 e 2021, pleiteava inicialmente na Justiça uma indenização de aproximadamente R$ 400 mil. Ela alegava o cumprimento de jornadas diárias de 12 horas de serviço com apenas 20 minutos de intervalo para descanso, além de acúmulo de funções com o passar dos anos. No período, o salário da trabalhadora passou de R$ 1.500 para R$ 2.500.
Em publicação temporária em seu perfil, a atriz rebateu as alegações que circularam sobre o caso nos últimos dias, embora não tenha citado nominalmente a ex-prestadora de serviços.
“Tenho visto interpretações e afirmações sobre mim que não são verdadeiras. Acima de tudo, que fique claro que tenho absoluto respeito pelas pessoas e pelos seus direitos. Jamais agiria diferente em relação a isso”, escreveu a artista.
Isis declarou ainda que não compactua com o que chamou de “formato baseado em acusações e afirmações infundadas e distorcidas”, acrescentando que seguirá confiando na verdade.
O acordo extrajudicial homologado prevê o pagamento do montante de R$ 30 mil dividido em seis parcelas mensais de R$ 5 mil. O acerto foi concluído pelas partes e extinguiu a ação sem que houvesse uma condenação judicial ou análise de mérito sobre a existência de infrações às leis trabalhistas.
O advogado da atriz, Ricardo Brajterman, afirmou que as acusações da ex-cozinheira carecem de sustentação fática. Segundo a defesa, durante o período de vigência do contrato de trabalho, Isis Valverde presenteou Marcia Raimunda com um imóvel residencial próprio e custeou integralmente um curso de gastronomia voltado a restrições alimentares, ministrado pela chef Lorena Abreu.
Brajterman argumentou também que a alegação de cumprimento de jornadas exaustivas de 12 horas diárias é incompatível com a rotina profissional da cliente. De acordo com a banca jurídica, a atriz passa longos períodos residindo fora da capital fluminense em decorrência de cronogramas de gravações cinematográficas, viagens institucionais e compromissos familiares, o que reduziria a demanda por serviços domésticos contínuos na propriedade do Rio de Janeiro. Antes desta ação, a funcionária já havia movido um processo anterior, arquivado em 2024 por falhas processuais na apresentação de cálculos.


