A jornalista Sônia Carneiro morreu neste domingo (20), aos 74 anos, em Brasília. Com mais de 50 anos dedicados ao jornalismo e à comunicação pública, a profissional foi uma das vozes mais experientes na cobertura dos bastidores do poder na capital federal. A causa da morte não foi informada.
Conhecida entre colegas e familiares pelo apelido de Soninha, Sônia iniciou a carreira em 1971. Construiu grande parte de sua trajetória no Jornal do Brasil e na Rádio Jornal do Brasil, veículos nos quais trabalhou por 32 anos, até 2003.
Ao longo de três décadas na empresa, exerceu as funções de repórter, chefe de reportagem e diretora da Rádio JB em Brasília. Como setorista no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto, acompanhou de perto as principais decisões políticas do país nas últimas décadas.
Entre os fatos históricos que cobriu no cotidiano de Brasília estão o movimento das Diretas Já, a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, a CPI do PC Farias e o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor, além de sucessivas campanhas presenciais. Sua atuação rendeu o Prêmio Imprensa Estrangeira em 1992, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE).
Após encerrar o período no Jornal do Brasil, Sônia iniciou uma nova etapa profissional no setor público. Por 24 anos, atuou na equipe do político Jaques Wagner, acompanhando sua trajetória em diferentes cargos públicos. Atualmente, a jornalista integrava a equipe do gabinete do senador em Brasília.
Em nota, familiares ressaltaram o legado deixado pela profissional no acompanhamento das transformações políticas do país ao longo de diferentes gerações.
Sônia deixa dois filhos, Terence Zveiter e Danniel Zveiter, e netos. A família deve divulgar os horários e o local do velório, previsto para ocorrer na próxima terça-feira (22).
