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Juiz nega abraço de despedida a jovem de 18 anos condenado à prisão perpétua

Por Fhagner Soares, ContilNet 12/07/2026 às 21:23
Juiz nega abraço de despedida a jovem de 18 anos condenado à prisão perpétua

Thomas Stein foi punido pelo homicídio de Kayla Rincon-Miller, abordada ao sair de cinema/ Foto: Reprodução

Um jovem de 18 anos, identificado como Thomas Stein, teve o seu último pedido de clemência negado pelo Poder Judiciário da Flórida, nos Estados Unidos, logo após receber a sentença de prisão perpétua. O réu solicitou autorização para abraçar os seus familiares antes de ser conduzido em definitivo para o sistema prisional, mas teve o contato físico vedado pelo magistrado que presidia a sessão na última sexta-feira (10).

“Se eu pudesse lhe pedir apenas uma coisa, antes de sair do tribunal, se eu pudesse dar um abraço na minha família, se o senhor permitiria?”, indagou Stein, demonstrando abatimento no banco dos réus.

A solicitação foi rejeitada de forma imediata pelo juiz Nick Thompson.

“Não posso atender a esse pedido aqui. Você pode se despedir, mas não pode ter nenhum contato físico”, sentenciou o magistrado, aplicando os protocolos de segurança da corte.

Thomas Stein foi considerado culpado e condenado pelo homicídio da estudante Kayla Rincon-Miller, de 15 anos, ocorrido em março de 2024, na localidade de Cape Coral. Além da pena de prisão perpétua pelo assassinato, o tribunal fixou uma pena adicional de 45 anos de reclusão — sendo 15 anos para cada uma das três acusações de tentativa de roubo com emprego de arma de fogo.

O conjunto probatório do processo demonstrou que a vítima foi escolhida de forma completamente aleatória pelos criminosos. Na data do episódio, Kayla e duas amigas haviam saído de uma sala de cinema e caminhavam em direção a uma lanchonete quando foram abordadas por Stein e seu cúmplice, Christopher Horne Jr., que emparelharam um automóvel ao lado do grupo para anunciar o assalto.

Durante as audiências de instrução e julgamento perante a Corte da Flórida, Thomas Stein tentou atenuar sua participação no caso, alegando que os disparos fatais contra a adolescente não partiram de sua arma. O jovem sustentou que desconhecia a intenção de roubo do comparsa no momento inicial da abordagem.

“Eu não sabia que ia haver um assalto, mas foi a minha reação de fugir que acabou por desempenhar um papel fundamental em ajudar os criminosos. Sei que não era minha intenção, mas a verdade é que isso não muda o resultado. Não muda o fato de que uma vida foi tirada e pessoas inocentes foram traumatizadas para sempre por causa disso”, declarou o condenado em seu pronunciamento final.

A justificativa não sensibilizou o corpo de jurados e o veredito determinou a corresponsabilidade total de Stein no latrocínio. Ele foi algemado e transferido para uma penitenciária de segurança máxima logo após o encerramento da sessão jurídica.

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