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Laudo descarta violência sexual e aponta asfixia na morte de bebê

Por Redação ContilNet Fonte: Com informações Diário do Nordeste 17/07/2026 às 19:42

Perícia apontou asfixia e descartou abuso sexual/Foto: Reprodução

O laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartou a ocorrência de violência sexual contra Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, encontrada sem vida em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. A perícia concluiu que a morte foi provocada por asfixia mecânica indireta.

O resultado dos exames cadavéricos e laboratoriais foi divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) na sexta-feira (17), quatro dias depois da morte da criança. Com a conclusão pericial, a Polícia Civil alterou a linha de investigação para homicídio culposo, quando não existe intenção de matar.

Além de afastar a violência sexual, os exames não identificaram sêmen nem material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo da bebê. O exame sexológico também não encontrou sinais de abuso.

A perícia realizou ainda testes de alcoolemia e de detecção de drogas no sangue de Helena. Conforme a Pefoce, nenhuma dessas substâncias foi encontrada nas amostras coletadas da criança. Os resultados referem-se ao organismo da bebê, e não aos adultos que estavam no apartamento.

Suspeita surgiu durante atendimento médico

A suspeita inicial de violência sexual surgiu no hospital particular para onde Helena foi levada. Segundo a Polícia Civil, o protocolo de encaminhamento do corpo, elaborado pela unidade de saúde, registrava uma laceração anal e indicava suspeita de morte por asfixia associada a abuso sexual.

O documento informava que a criança havia sido atendida por quatro médicos da emergência pediátrica e dois cardiologistas. Com base nesses dados preliminares, dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante ainda na segunda-feira (13).

Após a realização dos exames oficiais, no entanto, a Pefoce não confirmou a suspeita levantada durante o atendimento hospitalar. A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), responsável pelo inquérito, passou a apurar as circunstâncias da morte como homicídio culposo.

Bebê teria sido encontrada sob um homem

De acordo com o relato atribuído à mãe da criança, Helena foi colocada para dormir durante uma confraternização realizada no apartamento. Pela manhã, a mulher teria encontrado um dos homens adormecido sobre a bebê.

A mãe procurou policiais militares que trabalhavam nas proximidades e pediu ajuda. Uma equipe do Corpo de Bombeiros realizou manobras de socorro, mas a criança não reagiu. Helena foi levada a um hospital particular, onde a morte foi confirmada.

A versão ainda integra o conjunto de informações analisadas pela Polícia Civil. O enquadramento como homicídio culposo não encerra o inquérito nem define, por si só, a responsabilidade individual dos envolvidos. Caberá à investigação esclarecer como ocorreu a asfixia e se houve negligência ou imprudência.

Os dois homens permaneciam presos em celas separadas no Complexo Penitenciário de Aquiraz até a divulgação do laudo. O pai da menina prestou depoimento à Dceca na sexta-feira.

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