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Mãe de Eliza Samudio faz desabafo sobre luto nas redes sociais quase 16 anos após crime

Por Fhagner Soares, ContilNet Fonte: Redação ContilNet 18/05/2026 às 05:26
Mãe de Eliza Samudio faz desabafo sobre luto nas redes sociais quase 16 anos após crime

Sônia Fátima Moura utilizou perfil na internet para descrever o esgotamento emocional provocado pela perda da filha/ Foto: Reprodução

Próximo de completar 16 anos do assassinato da modelo Eliza Samudio, sua mãe, Sônia Fátima Moura, utilizou as redes sociais para manifestar o impacto contínuo da ausência da filha. Em um texto publicado em seu perfil pessoal, a mãe externou o peso do luto acumulado nas últimas décadas em um desabafo focado no silêncio e no choro como mecanismos de vazão para o sofrimento.

A postagem evitou fazer menção direta aos desdobramentos jurídicos ou aos envolvidos no caso policial. O conteúdo concentrou-se estritamente na dimensão psicológica da perda e na permanência da saudade ao longo dos anos, gerando engajamento e repercussão imediata nas plataformas digitais.

No texto divulgado, Sônia Moura detalhou o esgotamento verbal diante da dor física e emocional que a perda da filha ainda provoca. A mãe da modelo ressaltou que existem períodos em que a manifestação por meio de palavras se torna inviável, cabendo às lágrimas a função de comunicar o cansaço e a resistência interna.

“Tem dias que a boca cala. O peito enche, transborda, mas a palavra não sai. Faltam nomes pro que dói. Faltam verbos pro que queima”, escreveu. Na publicação, ela defendeu o ato de chorar não como um indicativo de fragilidade humana, mas como um processo de alívio e limpeza para o coração. “Chorar não é fraqueza. É o corpo abrindo a janela quando a dor faz o quarto ficar pequeno demais”, concluiu Sônia, afirmando que mesmo o silêncio mais profundo possui uma linguagem própria.

A postagem atraiu a atenção de internautas, que passaram a enviar mensagens de acolhimento e suporte emocional na seção de comentários. Usuários da plataforma digital classificaram Sônia como “sobrevivente” e expressaram solidariedade diante do histórico familiar.

Histórico do caso

A modelo Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, após ingressar na estrutura do Poder Judiciário com ações para obter o reconhecimento de paternidade e o pagamento de pensão alimentícia para o filho que teve com o então jogador de futebol Bruno Fernandes.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público apontaram que a jovem foi atraída para um sítio em Minas Gerais, onde foi mantida em cárcere privado, assassinada e teve o cadáver ocultado, o qual nunca foi localizado pelas autoridades.

O ex-goleiro do Flamengo foi levado a júri popular e condenado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. O episódio fixou-se como um dos casos criminais de maior repercussão na crônica policial e nos debates sobre violência contra a mulher no Brasil.

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