12/09/2026

Mais de 1 mi de crianças já receberam nova vacina contra pneumonia e meningite

Pneumo 20 começou a ser aplicada na rede pública em junho e amplia a proteção contra doenças pneumocócicas

Por Redação ContilNet
Número foi divulgado na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante uma visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG). — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos já receberam a Pneumo 20 desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. A nova vacina amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite, que podem evoluir para quadros graves principalmente na primeira infância.

De acordo com o site Agência Brasil, o número foi divulgado na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante uma visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG).

Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria, ampliando a cobertura em relação à Pneumo 10, que vinha sendo utilizada na vacinação infantil.

A substituição, no entanto, ocorre de forma gradual. De acordo com o Ministério da Saúde, os estoques ainda disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados durante o período de transição. Com isso, temporariamente, o esquema de vacinação poderá combinar as duas versões da vacina.

Meningite pneumocócica matou 187 crianças em três anos

A importância da proteção ganha dimensão diante dos números registrados recentemente no país. Entre 2023 e 2025, o Brasil contabilizou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes provocadas pela doença.

A taxa de letalidade no período chegou a 30%.

Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 mortes por meningite pneumocócica nos três anos.

Além da meningite, o pneumococo pode provocar outras infecções, como pneumonia, otite e infecções da corrente sanguínea. A vacinação é uma das principais formas de evitar as formas mais graves dessas doenças.

A ampliação da proteção na primeira infância busca, portanto, reduzir não apenas a circulação das doenças pneumocócicas, mas também o risco de complicações, internações e mortes entre crianças.

Conteúdo Original / Fonte: Agência Brasil

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