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Filho da princesa da Noruega, é condenado a 4 anos de prisão por estupro

Por Fhagner Soares, ContilNet 15/06/2026 às 06:05
Filho da princesa da Noruega, é condenado a 4 anos de prisão por estupro

Marius Borg Høiby foi considerado culpado de abusar sexualmente de duas mulheres/ Foto: Reprodução

O Tribunal Distrital de Oslo condenou nesta segunda-feira (15) Marius Borg Høiby, de 29 anos, filho mais velho da princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, a uma pena de quatro anos de prisão em regime fechado. Os magistrados consideraram o réu culpado em duas das quatro acusações de estupro que constavam no processo, além de crimes de agressão física e abuso no âmbito de relacionamentos íntimos. A sentença judicial também estipula a obrigatoriedade do pagamento de indenizações financeiras às vítimas.

Høiby, que se encontra sob custódia do sistema prisional norueguês desde o início de fevereiro, enfrentava uma folha corrida com cerca de 40 acusações criminais. O rol de delitos abarcava desde infrações menores, como porte de entorpecentes e violações repetidas de ordens de restrição judicial, até ameaças direcionadas a agentes policiais e lesões corporais intencionais.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público detalhou que os crimes sexuais foram perpetrados entre os anos de 2018 e novembro de 2024. A promotoria sustentou que Høiby se aproveitou do momento em que quatro mulheres estavam dormindo ou incapacitadas de oferecer resistência para cometer as agressões —procedimento classificado pela legislação local como estupro. Um dos episódios criminosos ocorreu no porão da residência do acusado.

“O tribunal considera comprovado que [a vítima] não foi capaz de resistir à ação”, sentenciou o juiz Jon Sverdrup Efjestad ao ler o veredito sobre o caso ocorrido na propriedade do réu.

Ao longo do julgamento, que se estendeu por seis semanas e teve a instrução encerrada em março, a acusação utilizou como base de provas vídeos caseiros de encontros sexuais e mais de 800 mensagens eletrônicas extraídas do telefone celular do réu. A defesa de Høiby pleiteava a absolvição das acusações de estupro, sugerindo uma pena máxima de 18 meses restrita às infrações de menor potencial que o cliente havia admitido. Os promotores, por sua vez, pediam sete anos e sete meses de reclusão. Como a decisão proferida nesta segunda-feira foi emitida em primeira instância, cabe recurso da sentença.

Por razões de saúde, o filho da princesa herdeira não compareceu fisicamente à corte para a leitura da ata de condenação, acompanhando a sessão por meio de videoconferência a partir da penitenciária. Em manifestações pretéritas, Høiby reconheceu publicamente enfrentar dependência química de álcool e outras drogas, além de registrar transtornos psicológicos e comportamento violento sob o efeito de entorpecentes.

A tramitação do processo desencadeou forte desgaste institucional para a família real norueguesa devido à proximidade do condenado com o núcleo do poder dinástico. Marius Borg Høiby não possui títulos de nobreza nem desempenha funções oficiais de Estado, sendo fruto de um relacionamento anterior de Mette-Marit antes de seu casamento com o príncipe herdeiro Haakon, primeiro na linha de sucessão ao trono da Noruega. Contudo, ele foi criado na residência oficial junto ao futuro monarca.

A crise reputacional coincide com o agravamento do quadro clínico da princesa Mette-Marit, que já vinha sob escrutínio público devido a associações passadas com Jeffrey Epstein. A integrante da realeza é portadora de uma variante rara de fibrose pulmonar crônica e teve seu nome incluído recentemente na lista oficial de espera para a realização de um transplante de pulmão.

Devido à progressão da patologia respiratória, a agenda pública da princesa sofreu drástica redução no último ano. Em meados de abril, Mette-Marit realizou sua primeira aparição oficial utilizando uma cânula nasal para administração de oxigênio suplementar.

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