ContilNet Notícias
Cotidiano

Médicos fazem alerta sobre a chamada “barriga de chope”

Por Redação ContilNet 24/05/2026 às 14:33

Médicos fazem alerta sobre a chamada “barriga de chope”/Foto: Reprodução

A chamada “barriga de chope”, frequentemente associada apenas ao excesso de cerveja e ao ganho de peso, pode esconder problemas de saúde mais graves. Especialistas alertam que o acúmulo de gordura abdominal, principalmente a chamada gordura visceral, está ligado ao aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão, infarto e gordura no fígado.

A gordura visceral é diferente da gordura localizada logo abaixo da pele. Ela se acumula ao redor de órgãos importantes, como fígado, intestino e pâncreas, sendo considerada uma das formas mais perigosas de gordura corporal.

Segundo médicos ouvidos pelo portal Metrópoles, o excesso de cerveja favorece o aumento da gordura abdominal não apenas pelas calorias da bebida, mas também pela associação com sedentarismo, alimentação desregulada e sono ruim.

O endocrinologista Hugo Peres, da Clínica Renoir, em Brasília, afirmou que a gordura visceral funciona como um tecido inflamatório ativo no organismo.

“Hoje sabemos que o excesso de gordura visceral não é apenas um depósito de energia, mas um tecido inflamatório que produz substâncias inflamatórias continuamente e desregula diversos hormônios do corpo”, explicou.

Especialistas também chamam atenção para a diferença entre gordura abdominal e inchaço. Apesar de visualmente parecidos em alguns casos, os dois quadros têm características distintas.

O inchaço costuma variar ao longo do dia, piorar após refeições e estar ligado a gases, retenção de líquido ou alterações intestinais. Já a gordura visceral tende a permanecer constante e aumentar gradualmente.

Entre os principais sinais de alerta para excesso de gordura abdominal estão:

• aumento progressivo da cintura;
• barriga mais rígida e profunda;
• fadiga constante;
• pressão alta;
• alterações na glicemia;
• triglicerídeos elevados;
• dificuldade para emagrecer;
• roncos e apneia do sono.

Além do consumo frequente de álcool, fatores como alimentação ultraprocessada, estresse e falta de atividade física também contribuem para o avanço da gordura visceral.

Médicos recomendam acompanhamento profissional nos casos de aumento persistente da circunferência abdominal, principalmente quando há histórico familiar de diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares.

Com informações Metrópoles

Sair da versão mobile