A chamada “barriga de chope”, frequentemente associada apenas ao excesso de cerveja e ao ganho de peso, pode esconder problemas de saúde mais graves. Especialistas alertam que o acúmulo de gordura abdominal, principalmente a chamada gordura visceral, está ligado ao aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão, infarto e gordura no fígado.
A gordura visceral é diferente da gordura localizada logo abaixo da pele. Ela se acumula ao redor de órgãos importantes, como fígado, intestino e pâncreas, sendo considerada uma das formas mais perigosas de gordura corporal.
Segundo médicos ouvidos pelo portal Metrópoles, o excesso de cerveja favorece o aumento da gordura abdominal não apenas pelas calorias da bebida, mas também pela associação com sedentarismo, alimentação desregulada e sono ruim.
O endocrinologista Hugo Peres, da Clínica Renoir, em Brasília, afirmou que a gordura visceral funciona como um tecido inflamatório ativo no organismo.
“Hoje sabemos que o excesso de gordura visceral não é apenas um depósito de energia, mas um tecido inflamatório que produz substâncias inflamatórias continuamente e desregula diversos hormônios do corpo”, explicou.
Especialistas também chamam atenção para a diferença entre gordura abdominal e inchaço. Apesar de visualmente parecidos em alguns casos, os dois quadros têm características distintas.
O inchaço costuma variar ao longo do dia, piorar após refeições e estar ligado a gases, retenção de líquido ou alterações intestinais. Já a gordura visceral tende a permanecer constante e aumentar gradualmente.
Entre os principais sinais de alerta para excesso de gordura abdominal estão:
• aumento progressivo da cintura;
• barriga mais rígida e profunda;
• fadiga constante;
• pressão alta;
• alterações na glicemia;
• triglicerídeos elevados;
• dificuldade para emagrecer;
• roncos e apneia do sono.
Além do consumo frequente de álcool, fatores como alimentação ultraprocessada, estresse e falta de atividade física também contribuem para o avanço da gordura visceral.
Médicos recomendam acompanhamento profissional nos casos de aumento persistente da circunferência abdominal, principalmente quando há histórico familiar de diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares.
Com informações Metrópoles
