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Militante do Acre visita ministra da Saúde e a convida para vir ao Estado

Por Everton Damasceno, ContilNet Fonte: Tião Maia, ContilNet 07/07/2023 às 10:44

O acreano Silvio Moura, assessor de política estadual do saúde do trabalhador, um programa nacional Ministério da Saúde, foi recebido em Brasília, na quinta-feira (6), pela ministra Nísia Trindade Lima. Moura esteve em Brasília participando da 17ª Conferência Nacional de Saúde e foi recebido pela ministra e trataram do fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), da politica de Saúde do Trabalhador, o Projeto Fiocruz conhecido pela sigla  CBVISAT, que trata da formação em vigilância em saúde do trabalhador.

O militante com a ministra da Saúde/Foto: ContilNet

Moura também presenteou a ministra com   uma camiseta com a marca do projeto e fez um convite para que e Nísia Trindade viste o Acre em data a ser definida pelo governador do Estado e o Secretário de Saúde para inauguração do Cereste (Centro Regional de Referência de Saúde do Trabalhador), na Regional do Baixo Acre e Purus, que terá o nome da professora Audenira Cunha, a Nira, uma militante da Educação e comprometida com as políticas de saúde do trabalhador, falecida em 2020.

O gerente do Cereste, José Antônio Cordovil, disse que a homenagem à professora é mais que merecida.

Aldenira de Souza cunha nasceu na cidade Porto Velho/RO e veio morar no Acre em 1971, ainda muito pequena, quando sua mãe veio em busca do seu marido, que veio ao Acre tentar uma vida melhor. No Acre, morou no bairro 6 de agosto, em Rio Branco, onde passou toda sua juventude e estudou no colégio Acreano e se formou em letras pela Universidade Federal do Acre (Ufac).

Professora Aldenira de Souza/Foto: ContilNet

Nira fez especialização na área de literatura e foi professora. Em busca de novos desafios, decidiu mudar-se para o município de Brasiléia, onde também foi professora da Escola Estadual Kairala José Kairala. Ali enfrentou o desafio de ser diretora por dois anos, quando decidiu iniciar o mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e fazer sua segunda formação em licenciatura da educação. Em 2007 retornou ao Acre e, com todo conhecimento acumulado, decidiu fazer a diferença na população mais carente do estado do Acre,  no Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica Dom Moacyr Grechi, elaborando Projetos de Educação Profissional e levando educação e formação profissional para a população indígenas e ribeirinhas.

Os cursos foram oferecidos em todas as unidades do Instituto Dom Moacyr, como Escola Técnica em Saúde Maria Moreira da Rocha; Centro de Formação e Tecnologias do Juruá – CEFLORA; Escola da Floresta Dr. Roberval Cardoso; Centro de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em Serviços Campos Pereira e Centro de Educação Profissional, Científica e Tecnológica João de Deus.

E foi justamente viajando e percorrendo o interior do Acre, conhecendo a vulnerabilidades e a carência na área da saúde, que decidiu militar na área em defesa dos mais frágeis e excluídos da sociedade, levando, saúde às área antes inalcançáveis.

Silvio Moura e José Antônio Cordovil       defendem o nome de Aldenira de Souza Cunha para a homenagem dizendo que ela encontrou no conselho de Saúde Estadual (CES) o caminho para fiscalizar e cobrar políticas públicas na área da saúde para atender os mais frágeis da sociedade.

“Inicialmente, foi conselheira da Federação dos povos Huni KuiI e atuou também como conselheira pela Associação de mulheres do Acre Revolucionário (AMAR). A professora Nira ficou quatro anos no Conselho Estadual de Saúde, atuando de forma ímpar e ativa sempre em defesa dos vulneráveis. Aldenira também permaneceu ativa no conselho até o final de seu mandato em meados de 2018, quando se afastou para iniciar o seu tratamento oncológico de câncer de boca e língua, complicando com metástase cervical e pulmonar”, lembrou Silvio Moura.

A professora Nira lutou contra a doença até o dia 20 de maio de 2020, quando morreu em Natal/ RN, onde fazia tratamento. “Ela foi sendo enterrada no Acre sete dias depois como era seu grande sonho, mas a professora Nira partiu deixando uma legado enorme e por isso merece a homenagem”, disse.

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