O mercado de dublagem e a cultura pop nacional perderam uma de suas vozes mais reconhecidas. O ator e dublador Figueira Júnior morreu aos 60 anos. A informação sobre o falecimento do artista foi confirmada e divulgada na madrugada deste sábado (27) pela também atriz e dubladora Tânia Gaidarji, que publicou uma homenagem ao colega em suas plataformas digitais. Os familiares e assessores do profissional não divulgaram oficialmente a causa da morte até a publicação deste texto.
Figueira Júnior construiu uma carreira sólida e reconhecida no ramo da dublagem brasileira ao dar voz e personalidade a figuras centrais de animações que marcaram gerações de espectadores.
Entre os seus trabalhos de maior projeção de público estão a dublagem do Androide 17, personagem da franquia de anime japonesa Dragon Ball, e de Fry, o entregador de pizzas que protagoniza a série satírica de ficção científica Futurama.
Ao manifestar o pesar pela perda, Tânia Gaidarji revelou que esteve com o amigo poucos dias antes do óbito, em circunstâncias hospitalares. Ela explicou que Figueira Júnior a acompanhou e prestou apoio emocional no período que antecedeu um procedimento cirúrgico ao qual ela se submeteu no Instituto do Coração (InCor), na capital paulista.
“Ele foi me visitar várias vezes no Instituto do Coração e tiramos essas fotos na quinta-feira da semana passada, um dia antes da minha cirurgia. Ele estava me dando forças e acalmando”, relatou a atriz.
De acordo com o depoimento de Tânia, o dublador vinha enfrentando problemas de saúde crônicos, mas mantinha um panorama otimista em relação à resposta do organismo diante de novas abordagens terapêuticas prescritas pela equipe médica.
“Nesse dia, por coincidência, ele foi com a camiseta do Android 17 e eu estava com a camiseta da Bulma. Por que não dei as sementes dos Deuses pra ele?”, escreveu ela, fazendo alusão a um item de cura do universo de Dragon Ball. “Ele estava feliz, esperançoso por começar uma nova medicação para o coração”, concluiu a artista.


