O policial civil e piloto de aeronaves Felipe Marques Monteiro morreu neste domingo (17), na capital fluminense, após passar mais de um ano em tratamento contra as sequelas de um ferimento por arma de fogo. O agente exercia a função de copiloto de um helicóptero da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro quando foi baleado na cabeça durante uma ação policial em março de 2025.
A confirmação do óbito foi publicada por familiares do policial na noite deste domingo, por meio de uma nota de pesar veiculada em seu perfil oficial nas redes sociais.
O crime ocorreu durante o cumprimento da Operação Torniquete, deflagrada na comunidade da Vila Aliança, localizada no bairro de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Monteiro integrava a tripulação da aeronave que prestava apoio tático e cobertura aérea às equipes policiais em solo quando o helicóptero foi alvo de disparos.

Agente chegou a receber alta hospitalar em dezembro para reabilitação/ Foto: Reprodução
Atingido na região craniana, o copiloto foi socorrido em estado considerado gravíssimo e encaminhado inicialmente ao Hospital Municipal Miguel Couto, no bairro do Leblon, na zona sul da capital, onde recebeu os primeiros cuidados de emergência estabilizadores.
Após o atendimento inicial, o policial foi transferido para o Hospital São Lucas Copacabana, também na zona sul, onde permaneceu internado por um período de nove meses. Em dezembro do ano passado, Monteiro recebeu alta hospitalar para dar início a um tratamento de reabilitação domiciliar e ambulatorial. Na ocasião, o médico responsável pelo acompanhamento clínico, Renato Ribeiro, assinalou que o paciente iniciava uma nova etapa de recuperação das funções neurológicas e motoras.

Nota de pesar divulgada por familiares nas redes sociais confirma o óbito do servidor na noite deste domingo na capital/ Foto: Reprodução
Nas últimas semanas, contudo, o quadro clínico do policial apresentou instabilidade e complicações severas, o que exigiu uma nova internação hospitalar de urgência. O agente não resistiu ao agravamento das funções vitais. As instituições de segurança pública do Rio de Janeiro ainda não emitiram cronograma sobre as honras fúnebres e o sepultamento do servidor.



