MPAC intensifica monitoramento de políticas para proteção animal no Acre

Medida foi adotada após uma investigação relacionada à presença de um grande número de animais

Por Sávio Buriti, ContilNet 10/06/2026 às 11:33
Estrutura administrativa do Ministério Público também foi atualizada. — Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Juruá, introduziu um procedimento administrativo para fiscalizar e acompanhar as ações do poder público voltadas ao controle populacional de cães e gatos, à prevenção de zoonoses e à promoção de políticas permanentes de proteção animal em Mâncio Lima.

A medida foi adotada após uma investigação relacionada à presença de um grande número de animais em uma propriedade localizada na zona rural do município. Durante a apuração, foram realizadas vistorias sanitárias, avaliações veterinárias e levantamentos técnicos para analisar as condições dos animais e os possíveis impactos à saúde pública.

Os relatórios produzidos apontaram a existência de superpopulação animal no local, além da necessidade de ampliar medidas de castração, vacinação, controle de doenças e incentivo à guarda responsável. As análises também identificaram riscos sanitários que exigem maior atuação dos órgãos responsáveis pelo controle de zoonoses.

De acordo com a MPAC, a situação demanda uma atuação conjunta das áreas de saúde pública, proteção animal e assistência social, a fim de garantir soluções duradouras para o problema.

A partir da abertura do procedimento administrativo, a instituição acompanhará a execução de iniciativas como campanhas de castração e vacinação, programas educativos, incentivo à adoção responsável e medidas voltadas à redução dos casos de abandono.

A Promotoria fiscalizará a articulação entre os órgãos municipais e estaduais envolvidos, buscando fortalecer as políticas públicas de bem-estar animal, reduzir riscos à saúde da população e melhorar as condições de vida dos animais no município.

Conteúdo Original / Fonte: Ministério Público do Acre

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