Mulher investigada por se passar por criança de 12 anos relata histórico de internações

Em depoimento, suspeita presa em Santa Catarina afirmou que faz tratamento em unidades de saúde mental desde a adolescência

Por Redação ContilNet 11/06/2026 às 13:59
Defesa de mulher que fingia ser adolescente pede avaliação médica após prisão no Sul/ Foto: Reprodução

A mulher de 37 anos presa sob a acusação de falsificar a própria idade para viver como uma adolescente de 12 anos em Santa Catarina afirmou, em depoimento formal à polícia, que possui um longo histórico de acompanhamento psiquiátrico. Amanda Maria Souza de Oliveira relatou às autoridades que enfrenta problemas psicológicos desde a juventude e que já passou por períodos de internação em unidades de saúde mental no Ceará, seu estado de origem.

O caso ganhou repercussão nacional após as investigações revelarem que ela teria enganado uma família catarinense para conseguir acolhimento doméstico, passando-se por uma criança em situação de vulnerabilidade social.

Em trechos do interrogatório veiculados pela TV Record, Amanda detalhou que o seu suporte médico começou quando ela ainda morava na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo as declarações da investigada, parte de suas consultas e acompanhamentos ambulatoriais ocorreu no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município de Horizonte. Ela também declarou ter recebido cuidados especializados e passado por internações no Hospital de Saúde Mental de Messejana, um dos principais centros de referência em psiquiatria da capital cearense.

Diante do teor das declarações e dos antecedentes apresentados, a equipe jurídica que representa a mulher informou que a estratégia de defesa consistirá em solicitar a instauração de um incidente de insanidade mental. Os advogados pretendem juntar ao processo o prontuário e todo o histórico médico de Amanda para que peritos oficiais avaliem suas condições psicológicas e sua capacidade de autodeterminação. O resultado do laudo pericial poderá ser utilizado para balizar os pedidos de responsabilização criminal ou eventual inimputabilidade da suspeita, que responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Conforme os dados oficiais compilados pela Polícia Civil, Amanda foi detida após passar mais de um ano convivendo na residência da família que a acolheu. Os moradores da casa decidiram acionar as forças de segurança depois que uma série de contradições e inconsistências nos relatos da suposta jovem geraram desconfiança sobre sua real procedência. As apurações policiais apontaram ainda que este não seria um episódio isolado na biografia de Amanda, uma vez que registros antigos indicam que ela já havia adotado o mesmo comportamento de se apresentar como menor de idade em outras ocasiões ao longo dos últimos anos.

O inquérito policial continua em andamento para mapear a extensão das atividades da investigada, esclarecer todas as circunstâncias que envolvem a manutenção da identidade falsa e apurar se houve prejuízos financeiros ou emocionais adicionais causados às pessoas que conviveram com ela no período. Enquanto as diligências prosseguem, Amanda permanece sob custódia e à disposição do Poder Judiciário, aguardando as deliberações sobre a realização dos exames clínicos e psicológicos solicitados.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.