Bujari apareceu, na noite desta segunda-feira (17), na quarta posição entre as cidades brasileiras com maior concentração de poluentes atmosféricos acompanhadas pela plataforma IQAir. A medição em tempo real apontava 21 microgramas de partículas finas PM2.5 por metro cúbico de ar.
No momento da consulta, o município acreano estava atrás apenas de Porto Velho, em Rondônia, São Paulo e Campinas. Bujari aparecia à frente de capitais como Belém, Recife, Manaus e Brasília.
O levantamento, entretanto, muda ao longo do dia e considera as localidades monitoradas pela plataforma. Dessa forma, a posição não representa uma classificação definitiva de todas as cidades brasileiras nem indica que Bujari permaneceu durante todo o dia com o quarto pior ar do país.
Poluição alcança outras cidades acreanas
A piora da qualidade do ar também foi identificada em outros pontos do Acre. Feijó apresentava concentração de 16,5 µg/m³ de PM2.5, enquanto Cruzeiro do Sul registrava 13,9 µg/m³.
Em Rio Branco, o índice chegava a 13 µg/m³, com a qualidade do ar classificada como moderada. Brasileia aparecia com 12,7 µg/m³.
Os registros reforçam que o problema não estava restrito a um único município. Em julho, um monitoramento do programa Vigilância em Qualidade do Ar, da Secretaria de Estado de Saúde do Acre, já havia identificado concentrações acima da recomendação diária da Organização Mundial da Saúde em Rio Branco, Acrelândia, Porto Acre, Bujari e Plácido de Castro.
O período mais seco do ano, conhecido como verão amazônico, favorece a ocorrência de queimadas e dificulta a dispersão de poluentes. Entretanto, a medição da IQAir, isoladamente, não permite determinar a origem das partículas encontradas em cada município.
Entenda o risco das partículas
O PM2.5 é formado por partículas com diâmetro igual ou inferior a 2,5 micrômetros. Por serem extremamente pequenas, elas conseguem alcançar regiões profundas dos pulmões e, em alguns casos, entrar na corrente sanguínea.
A exposição pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma, bronquite ou outras condições pulmonares estão entre os grupos que exigem maior atenção.
A OMS recomenda uma média anual de até 5 µg/m³ para o PM2.5 e uma média de até 15 µg/m³ em um período de 24 horas. O registro pontual de 21 µg/m³ em Bujari superava numericamente os dois parâmetros, mas não pode ser tratado como média diária ou anual.
Quando houver fumaça visível ou desconforto respiratório, pessoas mais sensíveis devem reduzir atividades físicas ao ar livre. Portas e janelas podem ser mantidas fechadas nos horários de maior concentração de poluentes.
Sintomas como falta de ar, chiado no peito, tosse persistente e irritação intensa nos olhos ou na garganta exigem atenção. Em caso de piora, a orientação é procurar atendimento médico.
Ranking registrado durante a consulta:
- Porto Velho (RO)
- São Paulo (SP)
- Campinas (SP)
- Bujari (AC)
- Belém (PA)
- Cabedelo (PB)
- Recife (PE)
- Manaus (AM)
- Camaçari (BA)
- Brasília (DF)
