O Ministério da Educação (MEC) iniciou, nesta quarta-feira (29), o processo de adesão para uma etapa inédita do Sistema de Seleção Unificada: o Sisu+. A iniciativa foi desenhada para enfrentar o persistente problema de vagas ociosas em instituições públicas que permanecem sem preenchimento mesmo após o esgotamento da lista de espera tradicional.
Como funcionará o Sisu+
Diferente de um novo processo seletivo, o Sisu+ é caracterizado como uma extensão complementar da edição de 2026. As regras de participação são específicas:
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Instituições: Apenas universidades públicas que já haviam aderido ao Sisu no início do ano podem participar.
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Candidatos: A fase é restrita àqueles que já realizaram a inscrição na edição regular deste ano.
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Natureza: Não se trata de um novo vestibular, mas de um esforço logístico para otimizar a ocupação das cadeiras já existentes.
Crise de ocupação até em Medicina
A criação desta etapa complementar ocorre em um momento em que cursos historicamente concorridos enfrentam dificuldades de matrícula na primeira chamada. Dados recentes apontam um cenário preocupante em instituições de prestígio:
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UFRJ: No campus da capital, 97 das 200 vagas de Medicina foram para a lista de espera em 2026.
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Comparativo: Esse número é significativamente superior aos anos anteriores, quando a espera recebeu 47 vagas (2025) e 57 vagas (2024).
A estratégia do MEC visa garantir que os recursos públicos investidos nas universidades sejam plenamente aproveitados, evitando que turmas iniciem o ano letivo com deficit de alunos.
