O cenário político no Oriente Médio segue em alerta máximo. O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “são e salvo”, conforme afirmou Yousef Pezeshkian, conselheiro do governo e filho do presidente iraniano, nesta quarta-feira (11/3).
A declaração tenta acalmar os ânimos após a mídia estatal confirmar que o líder sofreu ferimentos, referindo-se a ele como um “veterano ferido da guerra do Ramadã”.
As especulações sobre o estado de saúde de Mojtaba ganharam força após a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos iniciada em 28 de fevereiro. Pezeshkian utilizou seu canal oficial no Telegram para tranquilizar a população: “Perguntei a alguns amigos que tinham contato com ele. Eles me disseram que, graças a Deus, ele está são e salvo”, relatou.
Sucessão em tempos de guerra
Mojtaba Khamenei assumiu o posto mais alto da hierarquia iraniana após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques recentes conduzidos pelas forças israelenses e americanas. Desde a sua ascensão, ele ainda não se manifestou publicamente, o que alimentou boatos sobre a gravidade de suas condições físicas.
A escolha da Assembleia de Peritos
A nomeação de Mojtaba foi oficializada no último domingo (8/3) pela Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 aiatolás. A decisão foi vista como uma tentativa de manter a continuidade do regime em um momento de vulnerabilidade extrema.
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Legado: De acordo com Eshkevari Hosseinali, membro da Assembleia, Mojtaba dará continuidade ao legado de Khomeini e do “mártir” Ali Khamenei.
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Mobilização: Na última segunda-feira (9/3), o Conselho de Coordenação da Propagação Islâmica convocou manifestações em todo o país para demonstrar apoio à nova liderança.
O mundo observa agora os próximos passos de Mojtaba, cujas decisões podem ditar o rumo da escalada militar ou de uma possível tentativa de trégua na região.
Fonte: Metrópoles
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