O Brasil já teve oito treinadores titulares ou interinos desde 2006, e a única constante entre todos eles tem sido o peso das expectativas no âmbito da Copa do Mundo. Com a aproximação do torneio de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México, os mercados de apostas na Copa do Mundo da Betfair já refletem a posição do Brasil como um dos principais favoritos da competição. Aqui está uma retrospectiva dos últimos 10 homens que comandaram a Seleção, começando pelo atual.
Carlo Ancelotti (2025-presente)
Ancelotti assumiu o cargo de técnico do Brasil em maio de 2025, sendo o primeiro treinador não brasileiro nomeado desde a primeira passagem de Luiz Felipe Scolari no início dos anos 2000. Desde sua nomeação, ele conseguiu estabilizar um time em declínio, ajudando a Seleção a se classificar para a Copa do Mundo depois que suas esperanças de classificação automática pareciam improváveis. Com cinco títulos da Liga dos Campeões em sua carreira nos clubes, ele chega com mais experiência em jogos eliminatórios de alto risco do que qualquer outro técnico do Brasil antes dele. Após 10 partidas, ele registrou cinco vitórias, dois empates e três derrotas. A Copa do Mundo de 2026 é seu principal objetivo, e ele espera trazer o sexto título da Copa do Mundo para a nação mais bem-sucedida do torneio.
Dorival Júnior (2024-2025)
Dorival Júnior foi nomeado em janeiro de 2024, depois que a CBF optou por não prorrogar o contrato interino com Fernando Diniz. Ele comandou 16 partidas, com sete vitórias, sete empates e duas derrotas. Seu compromisso mais significativo foi a Copa América de 2024, onde o Brasil foi eliminado pelo Uruguai nos pênaltis nas quartas de final. Seguiram-se resultados ruins nas eliminatórias da Copa do Mundo, e a CBF o demitiu em março de 2025, com o Brasil fora das vagas de classificação automática na tabela da CONMEBOL naquele momento.
Fernando Diniz (interino, 2023-2024)
Diniz atuou como técnico interino em caráter simultâneo, continuando como técnico do Fluminense enquanto assumia a função de técnico da seleção principal. Em seis partidas, ele obteve duas vitórias, um empate e três derrotas. A CBF vinha buscando uma contratação definitiva ao longo desse período e, assim que as negociações foram concluídas com sucesso no início de 2024, Diniz deixou o cargo e voltou a se dedicar integralmente ao clube.
Ramon Menezes (interino, 2023)
Com o técnico da seleção sub-20 assumindo o comando para comandar três amistosos contra Marrocos, Guiné e Senegal, Ramon Menezes registrou uma vitória e dois empates. Ele voltou ao futebol juvenil sem mais envolvimento com a seleção principal.
Tite (2016-2022)
Tite é o técnico mais bem-sucedido do Brasil nesta era sob a maioria dos critérios. Em 81 partidas, ele venceu 60, empatou 15 e perdeu seis, com uma taxa de vitórias de 74,08%. Ele liderou as eliminatórias da CONMEBOL para a Copa do Mundo em 2018 e 2022, conquistando a Copa América de 2019 e 2021 ao longo do caminho. No Mundial, porém, o Brasil foi eliminado nas quartas de final na Rússia e novamente no Catar, onde perdeu nos pênaltis para a Croácia. Tite renunciou imediatamente após a eliminação de 2022.
Dunga (2014-2016)
A CBF voltou a chamar Dunga poucas semanas após a Copa do Mundo de 2014. Sua segunda passagem durou 26 partidas, com 18 vitórias, mas terminou com a eliminação mais precoce do Brasil na fase de grupos da Copa América desde 1987, na edição Centenário de 2016. Ele foi demitido logo em seguida. Dunga continua sendo o único técnico a comandar o Brasil duas vezes nesse período, embora sua segunda passagem tenha feito pouco para melhorar o desempenho da primeira.
Luiz Felipe Scolari (2013-2014)
A segunda passagem de Scolari começou bem, com a conquista da Copa das Confederações de 2013 em casa, com uma vitória por 3 a 0 sobre a Espanha na final. A Copa do Mundo de 2014 foi uma história diferente. O Brasil chegou às semifinais antes de perder por 7 a 1 para a Alemanha, resultado que permaneceu como a imagem marcante do torneio. Seguiu-se a derrota para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. Scolari deixou o cargo com uma taxa de vitórias de 65,51% em 29 partidas. Quem relembrar essa época na Betfair verá que ela está marcada como uma das campanhas da Copa do Mundo mais discutidas da história do futebol brasileiro.
Mano Menezes (2010-2012)
Mano Menezes assumiu o cargo após a Copa do Mundo de 2010 e venceu 21 das 33 partidas ao longo de seu mandato de dois anos. A Copa América de 2011 terminou com uma derrota nos pênaltis nas quartas de final para o Paraguai, o que prejudicou sua posição, e a CBF seguiu em frente enquanto o Brasil se preparava para sediar o torneio de 2014. Sua taxa de vitórias de 63,63% foi a mais baixa entre todos os técnicos titulares nesse período, com exceção de Dorival Júnior.
Jorginho (interino, 2008)
Jorginho assumiu o comando em dois amistosos contra a República da Irlanda e a Suécia enquanto Dunga estava indisponível, vencendo ambas as partidas. Ele voltou às suas funções no clube sem mais participações na seleção principal.
Dunga (2006-2010)
A primeira passagem de Dunga continua sendo a mais bem-sucedida em termos de resultados. Em 58 partidas, ele venceu 40, empatou 12 e perdeu seis, com uma taxa de vitórias de 68,96%. Ele conquistou a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009 antes de levar o Brasil à Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, onde a seleção foi eliminada nas quartas de final pela Holanda. A CBF seguiu em frente, apesar de o histórico geral se manter bem em comparação com a maioria de seus sucessores.
