Os passageiros que utilizam a malha aérea do estado de São Paulo enfrentaram momentos de forte instabilidade e atrasos na manhã desta terça-feira (2). Pousos e decolagens nos principais terminais aeroportuários da capital e da região metropolitana precisaram ser paralisados de forma provisória devido a problemas operacionais de comunicação. Em decorrência do apagão técnico, dezenas de aviões que se aproximavam do território paulista foram forçados a realizar manobras de espera no ar antes de receberem autorização para tocar a pista.
A raiz do problema foi identificada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que confirmou que a interrupção foi causada por uma falha no satélite de comunicação da Embratel. O incidente impactou diretamente os canais de contato das torres de comando locais.
Segurança Operacional: Por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que as aeronaves foram sequenciadas no ar seguindo os rígidos protocolos internacionais de segurança de voo, garantindo que o fluxo fosse controlado até o restabelecimento do sistema.
Monitoramento de radares flagra aviões andando em círculos
A suspensão abrupta dos procedimentos de pouso chamou a atenção de plataformas de monitoramento global. O site Flightradar24, especializado em rastrear trajetórias de voos civis e militares em tempo real, captou o exato momento em que diversas aeronaves comerciais começaram a desenhar órbitas (trajetórias em círculos) no céu enquanto aguardavam orientações dos controladores de solo.
De acordo com o levantamento de tráfego aéreo publicado pelo portal de notícias Metrópoles, o monitoramento de radares registrou o desvio de rota e o padrão de espera de ao menos três voos comerciais que tinham São Paulo como destino final:
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Voo TAM3913: Partiu do Rio de Janeiro com destino ao Aeroporto de Congonhas e precisou aguardar em órbita;
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Voo TAM3367: Também oriundo da capital fluminense, com destino traçado para o Aeroporto Internacional de Guarulhos;
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Voo GLO9617: Decolou da cidade de Vitória (ES) e foi retido no ar antes da aproximação final em Guarulhos.
Concessionárias confirmam paralisação técnica nas torres
A paralisação gerou filas nas salas de embarque e muitas dúvidas entre os viajantes. Conforme relatos coletados junto a passageiros e divulgados pelo Metrópoles, comissários de bordo chegaram a anunciar nos sistemas de som das aeronaves que o atraso era reflexo de uma pane geral na chamada “Torre de São Paulo”.
A concessionária Aena, responsável pela administração do Aeroporto de Congonhas, confirmou oficialmente a interrupção das atividades de pista na manhã desta terça, ressaltando que acionou imediatamente o Decea para averiguar as circunstâncias do apagão técnico. O mesmo procedimento de bloqueio de segurança foi adotado no Aeroporto de Guarulhos.
Apesar do susto e dos atrasos reflexos que devem se estender ao longo do dia na malha nacional, a FAB emitiu uma nota oficial informando que o problema técnico-operacional externo foi solucionado e que todas as atividades e serviços de navegação aérea nos aeródromos paulistas já foram restabelecidos completamente.
FAQ
O que causou a suspensão dos voos nos aeroportos de São Paulo?
As operações foram suspensas devido a uma falha técnica no satélite da Embratel, o que gerou uma interrupção temporária nos sistemas de comunicação das torres de controle aéreo.
Quais aeroportos foram afetados pela pane nesta terça-feira?
O apagão de comunicação afetou diretamente as pistas e terminais do Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica) e do Aeroporto de Congonhas.
A situação dos voos em São Paulo já foi normalizada?
Sim. A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que o problema técnico foi corrigido e que as atividades de pouso e decolagem foram restabelecidas completamente.
Se você tem viagem marcada para as próximas horas, a recomendação é consultar o status do seu voo diretamente no aplicativo da sua companhia aérea antes de se deslocar ao terminal. Continue acompanhando os alertas de transporte, atualizações da aviação civil e notícias de utilidade pública em nossa cobertura diária.
