Perigo na internet: o que é adultização infantil e como proteger seu filho

A discussão sobre o tema ganhou força após o youtuber Hytalo Santos ser acusado de expor e sexualizar crianças em seus vídeos para atrair criminosos, levando à desativação de sua conta no Instagram

Por Marina, ContilNet 08/08/2025 às 16:14
Uso de celulares sem supervisão é fator de risco para — Foto: Tima Miroshnichenko

A adultização infantil nas redes sociais se tornou um tema de debate após o influenciador Felca denunciar casos do fenômeno. A adultização acontece quando crianças são expostas a responsabilidades, cobranças e comportamentos que não condizem com a idade delas. O influenciador acusou o youtuber Hytalo Santos de sexualizar crianças e adolescentes para atrair criminosos. Após a denúncia, a conta de Hytalo foi desativada.

O fenômeno, segundo especialistas, representa riscos para o desenvolvimento emocional e social dos jovens, podendo causar ansiedade, baixa autoestima e estresse.

Uso de celulares sem supervisão é fator de risco para — Foto: Tima Miroshnichenko

Como o fenômeno acontece

A psicóloga Marília Scabora explica que a adultização no ambiente digital pode ocorrer quando conteúdos infantis são sexualizados, ou quando crianças se preocupam excessivamente com a aparência e a aprovação social. O advogado Lucas Balconi destaca que os algoritmos das redes sociais, criados para reter a atenção, podem expor crianças a conteúdos cada vez mais inadequados.

A exposição precoce também é incentivada economicamente, já que crianças em vídeos podem gerar mais engajamento. A psicóloga Marília Scabora alerta que a busca por curtidas e aprovação pode fazer com que as crianças reproduzam comportamentos adultos de forma mais rápida e intensa.

Como identificar e proteger seu filho

A psicóloga Marília Scabora aponta alguns sinais de que seu filho pode estar sendo adultizado, como:

  • Poses sexualizadas em fotos ou vídeos.
  • Uso de roupas e maquiagens inspirados em pessoas mais velhas.
  • Criação de conteúdo sobre temas adultos, como relacionamentos e sexualidade.
  • Busca intensa por validação externa por meio de curtidas e comentários.

Para proteger os jovens, o engenheiro de computação Allan de Alcântara recomenda a instalação de softwares de controle parental, o bloqueio de redes sociais inadequadas e a supervisão do uso de dispositivos. O advogado Lucas Balconi sugere a criação de uma “governança digital familiar”, com diálogo constante e regras claras para o uso da internet. A proteção, segundo ele, começa pelo exemplo dos pais.


Fonte: TechTudo

Redigido por Contilnet.

Conteúdo Original / Fonte: Redação

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