O Conselho de Administração da Petrobras formalizou, em reunião realizada na última segunda-feira (1º), a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica direcionado a produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no território nacional. O subsídio federal estipula o valor de R$ 1,12 por litro comercializado do combustível, conforme as diretrizes estabelecidas pela Medida Provisória (MP) nº 1.363, editada em 30 de maio.
Com a aprovação interna do mecanismo, o reajuste nos preços de venda do óleo diesel praticados pela estatal nas refinarias passa a vigorar a partir desta terça-feira (2).
Em nota ao mercado, a petroleira detalhou que a decisão levou em conta a natureza opcional do programa. “Diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia e preserva a flexibilidade da Petrobras na implementação da sua estratégia comercial”, justificou a administração da empresa pública.
A incorporação ao novo teto de subvenção funciona em caráter complementar a uma autorização prévia já referendada pela companhia, respaldada pela Medida Provisória nº 1.358/2026, de 13 de maio.
A diretoria da Petrobras ressaltou que a manutenção de sua política mercadológica continua pautada pelo acompanhamento de indicadores estratégicos de eficiência, que englobam:
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A fatia de participação ativa da empresa no mercado doméstico de combustíveis;
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A otimização constante do uso de seus ativos de refino espalhados pelo país;
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A busca por rentabilidade financeira em bases sustentáveis de operação.
Ainda de acordo com o posicionamento institucional da petroleira, o arranjo regulatório com o governo federal serve como ferramenta para mitigar impactos diretos ao consumidor final. A meta do modelo é blindar os preços internos e evitar o repasse automático da volatilidade conjuntural das cotações internacionais do barril de petróleo e das oscilações da taxa de câmbio para as bombas de abastecimento.
