A Petrobras anunciou nesta terça-feira (30) que reduzirá em R$ 0,35 por litro o preço do óleo diesel A. A medida vale a partir desta quarta-feira (1º).
Ao mesmo tempo, a estatal encerrará o desconto temporário de R$ 0,35 por litro concedido no âmbito da subvenção econômica prevista na MP (Medida Provisória) nº 1.358, de 13 de maio de 2026.
Segundo a companhia, com a combinação das duas medidas, os preços de venda do diesel às distribuidoras permanecerão inalterados.
A Petrobras também reafirmou, em nota, seu compromisso com uma “atuação responsável, equilibrada e transparente, em consonância com sua estratégia comercial”.
A decisão da Petrobras ocorre após o governo anunciar, nesta terça-feira (30), o fim do subsídio de R$ 0,35 centavos por litro ao combustível, concedido a partir do dia 1º de junho.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, partir de amanhã, 1º de julho, o governo tirarará a subenção de R$ 0,35 centavos, e uma portaria do Ministério da Fazenda será publicada com efeitos imediatos.
O ministro anunciou ainda que o governo está avaliando a subvenção de R$ 1,12 por litro do diesel. Ele também afirmou que estão fazendo a avaliação também do subsídio de R$ 0,44 centavos por litro da gasolina.
Sobre esse subsídio, o ministro afirmou que nos próximo dias, o governo irá fazer um anúncio de uma retirada, no mínimo, em principio, gradual da subvenção da gasolina, assim que os preços do combustível estiverem estabilizados, segundo acompanhamento que está sendo feito com a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural, e Biocombustíveis).
Ainda na coletiva de anúncio de fim dos subsídios, o governo informou que segue avaliando a vigência do imposto de exportação, criado em março para compensar subsídios aos combustíveis, em decorrência do conflito no Oriente Médio.
O ministro Dario Durigan, da Fazenda, lembrou que o prazo de vigência da MP (Medida Provisória) que implementou o imposto de exportação se encerra em meados de julho, e que o governo segue acompanhando em caso de não ter uma renovação, ou para ter uma “renovação gradual a depender da conjuntura e do valor do petróleo”.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por patrickpalhares
