A Polícia Federal (PF) inaugurou oficializada, na última quinta-feira (18), as instalações de sua nova delegacia no município de Cruzeiro do Sul, segunda maior área urbana do Acre. O evento marcou a entrega de uma infraestrutura projetada para otimizar o atendimento ao público e fornecer suporte logístico avançado para as ações repressivas e de inteligência na região do Vale do Juruá, considerada estratégica devido à proximidade com as linhas de fronteira internacional.
A cerimônia militar e institucional serviu como plataforma para reafirmar as diretrizes de cooperação entre as corporações de segurança pública do governo federal na Amazônia. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez-se presente por meio de uma comitiva liderada pelo superintendente regional da corporação no Acre, Henzio da Silva Albuquerque, acompanhado por oficiais de gestão.
A relevância do novo complexo policial mobilizou os principais quadros da direção superior da corporação em Brasília. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, presidiu o dispositivo de honra e classificou o desdobramento da unidade como um marco tático para a consolidação da presença da PF no bioma amazônico e na Região Norte.
Também integraram a comitiva de cortejo técnico o diretor de Administração e Logística da instituição, André Luis Lima Carmo, e o diretor da Amazônia e Meio Ambiente, Humberto Freire de Barros — este último responsável pelas operações de combate a crimes ambientais e desmatamento na floresta tropical. Completaram a mesa de autoridades o superintendente da PF no Acre, Carlos Rocha Sanches, e o chefe da delegacia local, Carlos Henrique Rosa dos Santos.
O fortalecimento físico da base operacional em Cruzeiro do Sul impactará de forma direta a rotina de fiscalização das rotas do Juruá. Devido à sua posição geográfica, a região funciona como corredor logístico complexo, o que demanda constante monitoramento para coibir o tráfico de entorpecentes, o contrabando de armas e o extrativismo mineral ilegal.
A consolidação da sede predial permitirá à PF e à PRF estruturar forças-tarefas coordenadas, unindo o patrulhamento ostensivo das rodovias federais — como a BR-364 — à capacidade investigativa judiciária da União. Os gestores enfatizaram que a salvaguarda da soberania territorial e a estabilidade social no interior do Acre dependem da perenidade dessa cooperação multifrontal entre os órgãos.


