O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB-RR), Ednaldo Gomes Vidal, negocia um possível Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) após ser investigado por supostamente ter recebido R$ 756 mil em salários do Governo da Paraíba enquanto, segundo as investigações, atuava como “servidor fantasma”.
O caso apura os crimes de peculato e falsidade ideológica. De acordo com o inquérito, Ednaldo teria mantido vínculo com o sistema penitenciário da Paraíba por mais de 20 anos, mesmo residindo em Roraima, onde construiu carreira na advocacia e chegou à presidência da OAB estadual.
O Ministério Público solicitou a prorrogação do prazo para avançar nas negociações do ANPP, mecanismo jurídico que permite acordo entre investigado e MP em crimes sem violência, mediante cumprimento de condições previstas em lei.
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A defesa de Ednaldo afirma que ele desconhecia a permanência do vínculo funcional com o governo paraibano. Segundo os advogados, ao se mudar para Roraima, ele teria deixado uma procuração com o irmão para providenciar a exoneração do cargo, mas o desligamento não teria sido efetivado.
A defesa também sustenta que os valores não foram recebidos diretamente por ele e que terceiros poderiam ter movimentado os recursos sem seu conhecimento.
Com informações de Metrópoles.


