PRF resgata seis arraias nativas da Amazônia transportadas em sacos plásticos

Animais com sinais de maus-tratos foram interceptados na BR-316, em Castanhal

Por Fhagner Soares, ContilNet 16/05/2026 às 13:19
PRF apreende seis arraias transportadas em sacos plasticos na BR 316 no Para/ Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou seis arraias de água doce durante uma fiscalização de rotina na rodovia BR-316, no município de Castanhal, região nordeste do Pará. Os animais, que são nativos da região amazônica, eram mantidos em condições extremas de maus-tratos, acondicionados de forma irregular em sacos plásticos com pouca água. O flagrante ocorreu na noite de quarta-feira (13) e o balanço da operação foi divulgado pelas autoridades na tarde desta sexta-feira (15).

De acordo com o relatório dos agentes rodoviários, as arraias estavam distribuídas em sacolas plásticas escondidas no interior de caixas de isopor. O transporte era completamente inadequado e não possuía qualquer estrutura técnica — como sistemas de oxigenação ou controle de temperatura capaz de garantir a sobrevivência e o bem-estar dos espécimes durante o deslocamento interestadual ou intermunicipal.

Diante da gravidade da situação e por se tratar de fauna silvestre, os policiais federais acionaram equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará para dar suporte aos procedimentos administrativos.

PRF resgata seis arraias nativas da Amazônia transportadas em sacos plásticos

PRF apreende seis arraias transportadas em sacos plasticos na BR 316 no Para/ Foto: PRF

Por necessitarem de parâmetros biológicos específicos e urgentes para a estabilização da saúde, as seis arraias foram encaminhadas diretamente ao Hospital Veterinário da Universidade Federal do Pará (UFPA). Na instituição de ensino superior, os animais passam por avaliação clínica detalhada e tratamento especializado antes que as autoridades decidam sobre a reinserção deles no habitat natural.

O homem que transportava a carga viva foi detido no local. Conforme determina a legislação ambiental brasileira, o transporte, a guarda ou a comercialização de animais silvestres sem a devida autorização dos órgãos competentes configura crime ambiental, agravado neste caso pelas condições de maus-tratos constatadas no confinamento.

O responsável pelo carregamento ilegal foi submetido à lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), procedimento adotado para infrações de menor potencial ofensivo. Ele foi liberado após assumir o compromisso formal de comparecer em juízo para prestar esclarecimentos quando for formalmente intimado pela Justiça Federal ou Estadual. A Polícia Rodoviária Federal não divulgou informações sobre a origem dos espécimes e nem qual seria o destino final do transporte clandestino.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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