Em setembro, o príncipe George, filho mais velho do príncipe William e da princesa de Gales, Kate Middleton, iniciará os estudos no tradicional internato Eton College, na Inglaterra. Para garantir a comunicação com a família sem expor o adolescente ao ambiente digital, os pais decidiram liberar o uso de um aparelho celular básico, popularmente conhecido como “tijolão”.
O modelo escolhido permite apenas a realização de chamadas telefônicas e o envio de mensagens de texto, sem suporte para navegação em redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas ou conexão com a internet.
A decisão flexibiliza a regra rígida adotada por William e Kate quanto ao acesso dos herdeiros à tecnologia. Além de George, os príncipes Charlotte, de 11 anos, e Louis, de 8, permanecem totalmente proibidos de possuir telefones celulares ou perfis em plataformas virtuais.
Em declarações recentes, o príncipe William justificou o controle rigoroso sobre os hábitos digitais das crianças, expressando preocupação com a quantidade de conteúdos inadequados disponíveis na rede.
“Acho que as crianças podem acessar muita coisa desnecessária na internet. Ter um celular apenas para chamadas e mensagens de texto, modelo antigo de ‘celular tijolão’, me parece uma boa ideia”, defendeu o herdeiro do trono britânico.
Especialistas na monarquia britânica apontam que a medida busca equilibrar a autonomia necessária para o ingresso de George no ensino secundário com a preservação de sua privacidade. Em entrevista ao jornal Daily Mail, a analista real Rebecca English avaliou que a liberação do aparelho simples visa amenizar o distanciamento do jovem sem ferir os princípios educacionais estabelecidos pelo casal.
A jornalista Sarah Hewson, da revista Vanity Fair, reforçou que aparelhos do tipo smartphone estão descartados pela família real neste momento, mantendo o futuro rei afastado das redes sociais pelo maior tempo possível.
