O processo judicial contra o influenciador Bruno Aiub, o Monark, ganhou um novo e decisivo capĂtulo nesta semana. O MinistĂ©rio PĂşblico de SĂŁo Paulo (MP-SP) protocolou uma nova petição no dia 15 de abril de 2026, anulando uma posição anterior que era favorável ao apresentador, e reafirmou o pedido de condenação ao pagamento de R$ 4 milhões por danos morais coletivos.
A reviravolta acontece apĂłs um breve perĂodo de incerteza no caso. No final de março, um promotor que ocupava o cargo temporariamente chegou a pedir o arquivamento da ação, argumentando que as declarações de Monark seriam apenas uma defesa “atrapalhada” da liberdade de expressĂŁo. No entanto, com o retorno do promotor titular, Ricardo Manuel Castro, esse entendimento foi descartado.
A Tese da Acusação
Para o MinistĂ©rio PĂşblico, as falas proferidas por Monark em fevereiro de 2022, durante um episĂłdio do Flow Podcast, ultrapassaram qualquer limite constitucional. Na ocasiĂŁo, o influenciador defendeu que “o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei”.
O novo parecer do MP sustenta dois pontos fundamentais:
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Limites da Liberdade: No ordenamento jurĂdico brasileiro, a liberdade de expressĂŁo nĂŁo Ă© absoluta e nĂŁo pode ser utilizada como escudo para a propagação de Ăłdio, racismo ou ideologias que pregam o extermĂnio de grupos.
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Dano à Sociedade: O MP entende que a fala feriu a dignidade da sociedade como um todo, o que justifica o valor da indenização milionária.
Surpresa na Defesa
A equipe jurĂdica de Monark recebeu a notĂcia com “espanto”. Os advogados alegam que houve violação das regras processuais com a mudança repentina de entendimento da Promotoria. A tese da defesa continua sendo a de que as falas foram tiradas de contexto e que o influenciador apenas expressava uma visĂŁo “anarquista” de liberdade total perante o Estado, sem qualquer adesĂŁo Ă ideologia nazista.
PrĂłximos Passos
Com o recuo do MinistĂ©rio PĂşblico em relação ao arquivamento, o processo segue sua tramitação normal. Agora, a decisĂŁo final cabe ao juiz da 37ÂŞ Vara CĂvel de SĂŁo Paulo, que deverá julgar se as declarações configuram dano moral coletivo e se a multa de R$ 4 milhões será aplicada.


