04/09/2026

Psicólogo do Cras é preso sob suspeita de desviar R$ 3 mil via Pix de aposentada

Servidor de 28 anos teria aproveitado atendimento de recadastramento em benefício social para acessar celular de idosa

Por Fhagner Soares, ContilNet
Jovem de 28 anos aproveitou atendimento em Caroebe (RR) para transferir dinheiro para a conta do irmão/ Foto: Reprodução

Um psicólogo de 28 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar na última quinta-feira (21), no município de Caroebe, região Sul de Roraima. O profissional, que atuava como servidor público, é suspeito de utilizar o cargo no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para desviar R$ 3 mil da conta bancária de uma aposentada de 68 anos por meio de uma transferência via Pix.

O crime financeiro ocorreu no dia 15 de maio, quando a idosa compareceu à unidade do Cras para solicitar suporte técnico no recadastramento de um benefício social do governo federal. Durante o procedimento padrão de checagem de documentos, o psicólogo obteve acesso físico ao aparelho celular da vítima, instante em que teria realizado a transação irregular para a conta corrente de seu próprio irmão.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, o suspeito estendeu o contato com a idosa após o atendimento institucional, passando a enviar mensagens via WhatsApp. Sob o pretexto de prestar assistência residencial complementar para garantir a liberação do benefício, o servidor público chegou a efetuar visitas à casa da aposentada.

Desconfiança e tentativa de novo desvio

A fraude eletrônica começou a ser desmantelada na quinta-feira, quando o psicólogo retornou à residência da idosa e solicitou novamente o dispositivo telefônico. O homem tentou estruturar uma nova transferência bancária clandestina, mas o sistema de segurança do aplicativo ou a ausência de saldo impediram a conclusão da operação.

A insistência e a postura do profissional despertaram a desconfiança da aposentada. Logo após a saída do suspeito, a idosa consultou o extrato consolidado de sua conta bancária e identificou o desfalque de R$ 3 mil emitido seis dias antes, com o comprovante nominal direcionado ao familiar do funcionário público.

Histórico de abuso contra vulneráveis

A Polícia Militar informou que os padrões da abordagem indicam que o psicólogo valia-se rotineiramente da função exercida no Cras para construir relações de confiança com cidadãos da terceira idade e famílias em situação de extrema vulnerabilidade social, facilitando o confisco de senhas e dados sigilosos. Os agentes confirmaram que o jovem já possui outro registro policial em sua ficha de antecedentes criminais envolvendo um esquema fraudulento de natureza similar.

Após a formalização da denúncia pela vítima, patrulhas da PM iniciaram diligências e localizaram o suspeito em seu endereço residencial. O psicólogo foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil da região, onde o caso foi tipificado e registrado como crime de estelionato cometido contra idoso ou pessoa vulnerável, infração majorada pelo Código Penal. O servidor permanecerá à disposição da Justiça de Roraima para a audiência de custódia.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.