O nível de pureza da atmosfera no Acre manteve-se sob parâmetros de conformidade ambiental ao longo do último fim de semana. De acordo com o Boletim do Tempo emitido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (8), a média de concentração de material particulado fino (PM2,5) suspensa no ar permaneceu abaixo do teto diário de tolerância preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) durante todo o domingo (7).
O monitoramento governamental aponta que a capital, Rio Branco, concentrou o maior índice de impurezas microscópicas entre as cidades acompanhadas pela rede de vigilância, atingindo a marca de 9,24 microgramas por metro cúbico ($µg/m³$). Na sequência do ranking estadual de poluição particulada aparecem os municípios de Feijó ($6,04\ µg/m³$), Brasiléia ($5,84\ µg/m³$), Epitaciolândia ($5,29\ µg/m³$), Bujari ($5,19\ µg/m³$), Cruzeiro do Sul ($4,64\ µg/m³$) e Acrelândia ($2,89\ µg/m³$). As estatísticas consolidadas compreendem a média aritmética das 24 horas do dia 7 de junho, mapeadas entre 0h e 23h.
A métrica internacional ditada pela OMS estabelece que a exposição humana diária ao material particulado na atmosfera não deve exceder o teto de $15\ µg/m³$ em um intervalo de 24 horas. Como todas as regiões acreanas avaliadas registraram índices inferiores à barreira de controle, a Sema classificou a condição geral do ar no estado como adequada para o bem-estar e segurança da população.
| Município Monitorado | Concentração Média de PM2,5 (µg/m3) | Classificação da Qualidade |
| Rio Branco | 9,24 | Boa |
| Feijó | 6,04 | Boa |
| Brasiléia | 5,84 | Boa |
| Epitaciolândia | 5,29 | Boa |
| Bujari | 5,19 | Boa |
| Cruzeiro do Sul | 4,64 | Boa |
| Acrelândia | 2,89 | Boa |
As réguas metodológicas aplicadas pelo órgão estadual enquadram a qualidade do ar na categoria “boa” sempre que a densidade de poluentes flutua na faixa que vai de 0 a $25\ µg/m³$. A manutenção dos indicadores neste patamar favorável é considerada estratégica para o sistema de saúde pública, precedendo o período crítico de estiagem e queimadas na Amazônia, historicamente verificado entre os meses de julho e setembro.
A coleta dos indicadores ambientais foi operacionalizada por meio de sensores de alta precisão do modelo PurpleAir PA-II-SD. Os equipamentos integram a infraestrutura técnica da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar, arranjo interinstitucional idealizado e custeado pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). Para neutralizar distorções geradas por fatores como umidade relativa do ar elevada e oscilações térmicas da floresta, os logs brutos capturados passaram por um processo de calibração estatística sob o método LRAPA (Lane Regional Air Protection Agency) antes de serem homologados no boletim oficial da Sema.
A importância do monitoramento contínuo reside na própria natureza física do poluente. O material particulado classificado como PM2,5 é composto por um aglomerado de partículas microscópicas de poeira, fuligem e compostos químicos que medem menos de 2,5 micrômetros de diâmetro —o equivalente a menos de 3% da espessura de um fio de cabelo humano.
Devido à dimensão infinitesimal, essas substâncias não são retidas pelas barreiras naturais do nariz e da garganta, possuindo capacidade biológica de penetrar profundamente nas ramificações dos alvéolos pulmonares e atingir diretamente a corrente sanguínea. Por essa razão, a flutuação do PM2,5 serve como o principal termômetro científico para projetar picos de internações por crises de asma, bronquite e complicações cardiovasculares em crianças e idosos.
