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Qualidade do ar no Acre segue dentro dos limites da OMS; Rio Branco lidera poeira fina

Por Fhagner Soares, ContilNet 08/06/2026 às 12:21
Qualidade do ar no Acre segue dentro dos limites da OMS; Rio Branco lidera poeira fina

Capital acreana atinge maior média de poluição por metro cúbico, enquanto Acrelândia registra o ar mais limpo do estado/ Foto: Reprodução

O nível de pureza da atmosfera no Acre manteve-se sob parâmetros de conformidade ambiental ao longo do último fim de semana. De acordo com o Boletim do Tempo emitido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (8), a média de concentração de material particulado fino (PM2,5) suspensa no ar permaneceu abaixo do teto diário de tolerância preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) durante todo o domingo (7).

O monitoramento governamental aponta que a capital, Rio Branco, concentrou o maior índice de impurezas microscópicas entre as cidades acompanhadas pela rede de vigilância, atingindo a marca de 9,24 microgramas por metro cúbico ($µg/m³$). Na sequência do ranking estadual de poluição particulada aparecem os municípios de Feijó ($6,04\ µg/m³$), Brasiléia ($5,84\ µg/m³$), Epitaciolândia ($5,29\ µg/m³$), Bujari ($5,19\ µg/m³$), Cruzeiro do Sul ($4,64\ µg/m³$) e Acrelândia ($2,89\ µg/m³$). As estatísticas consolidadas compreendem a média aritmética das 24 horas do dia 7 de junho, mapeadas entre 0h e 23h.

A métrica internacional ditada pela OMS estabelece que a exposição humana diária ao material particulado na atmosfera não deve exceder o teto de $15\ µg/m³$ em um intervalo de 24 horas. Como todas as regiões acreanas avaliadas registraram índices inferiores à barreira de controle, a Sema classificou a condição geral do ar no estado como adequada para o bem-estar e segurança da população.

Município Monitorado Concentração Média de PM2,5 (µg/m3) Classificação da Qualidade
Rio Branco 9,24 Boa
Feijó 6,04 Boa
Brasiléia 5,84 Boa
Epitaciolândia 5,29 Boa
Bujari 5,19 Boa
Cruzeiro do Sul 4,64 Boa
Acrelândia 2,89 Boa

As réguas metodológicas aplicadas pelo órgão estadual enquadram a qualidade do ar na categoria “boa” sempre que a densidade de poluentes flutua na faixa que vai de 0 a $25\ µg/m³$. A manutenção dos indicadores neste patamar favorável é considerada estratégica para o sistema de saúde pública, precedendo o período crítico de estiagem e queimadas na Amazônia, historicamente verificado entre os meses de julho e setembro.

A coleta dos indicadores ambientais foi operacionalizada por meio de sensores de alta precisão do modelo PurpleAir PA-II-SD. Os equipamentos integram a infraestrutura técnica da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar, arranjo interinstitucional idealizado e custeado pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). Para neutralizar distorções geradas por fatores como umidade relativa do ar elevada e oscilações térmicas da floresta, os logs brutos capturados passaram por um processo de calibração estatística sob o método LRAPA (Lane Regional Air Protection Agency) antes de serem homologados no boletim oficial da Sema.

A importância do monitoramento contínuo reside na própria natureza física do poluente. O material particulado classificado como PM2,5 é composto por um aglomerado de partículas microscópicas de poeira, fuligem e compostos químicos que medem menos de 2,5 micrômetros de diâmetro —o equivalente a menos de 3% da espessura de um fio de cabelo humano.

Devido à dimensão infinitesimal, essas substâncias não são retidas pelas barreiras naturais do nariz e da garganta, possuindo capacidade biológica de penetrar profundamente nas ramificações dos alvéolos pulmonares e atingir diretamente a corrente sanguínea. Por essa razão, a flutuação do PM2,5 serve como o principal termômetro científico para projetar picos de internações por crises de asma, bronquite e complicações cardiovasculares em crianças e idosos.

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