Rio Acre volta a subir após fortes chuvas na bacia hidrográfica

Após registrar acumulado expressivo de 70,2 mm em 24 horas no início da semana, manancial mantém tendência de alta na capital

Por Fhagner Soares, ContilNet 10/06/2026 às 05:32
Defesa Cívil realiza monitoramento sobre seca do Rio Acre — Foto: Juan Diaz, ContilNet

O volume de águas do Rio Acre registrou uma reação linear nas últimas horas em Rio Branco. Após enfrentar longos períodos de vazante e marcas acentuadas de baixa no leito, o manancial apresentou uma tendência de elevação sustentada nesta quarta-feira (10). O repiquete ocorre imediatamente após a bacia hidrográfica registrar um forte acumulado de precipitação atmosférica de 70,2 mm em 24 horas entre o início da semana e o dia de ontem, alterando a dinâmica de escoamento dos afluentes.

De acordo com a medição oficial efetuada pelas equipes técnicas de monitoramento hidrometeorológico da Defesa Civil Municipal, o nível das águas na capital apresentou os seguintes indicadores consolidados nas primeiras horas da manhã:

  • Nível do Rio Acre (às 05h22): 3,75 metros;

  • Volume de chuva nas últimas 24 horas: 33,6 mm;

  • Cota de Alerta institucional: 13,50 metros;

  • Cota de Transbordo (Inundação): 14,00 metros.

Embora o índice atual de 3,75 metros posicione o manancial quase dez metros abaixo da linha crítica em que começam os primeiros alagamentos em bairros periféricos de Rio Branco, a recuperação do volume hídrico é comemorada por especialistas do setor de saneamento e navegação. A marca representa um fôlego operacional para o sistema de captação de água tratada da capital, que vinha sofrendo com a estiagem prolongada.

A combinação entre os 70,2 mm acumulados no início da semana e os novos 33,6 mm computados na manhã de hoje garante a manutenção do fluxo de subida para as próximas 48 horas. A estabilização técnica ocorre porque as cabeceiras do Rio Acre e os principais rios que cortam os municípios de Assis Brasil, Brasileia e Xapuri também receberam recargas pluviais consideráveis ao longo do período.

Mesmo diante do quadro de normalidade operacional e da ampla distância em relação à Cota de Transbordo de 14,00 metros, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil mantém o protocolo de vistorias diárias e o cruzamento de dados de satélite em tempo real.

O objetivo do órgão é prever o comportamento do manancial para o restante do mês de junho, período que historicamente marca a transição definitiva para o chamado “inverno de seca” na Região Norte:

Os boletins de medição da régua instalada na Ponte Metálica seguem com atualizações programadas a cada três horas, servindo de base para o planejamento de ações preventivas do governo do estado e da prefeitura da capital.

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