Rondônia é o único estado da Região Norte do país que, até o momento, optou por não solicitar o apoio das Forças Armadas para atuar na segurança e na logística das eleições de 2026. A decisão do governo estadual diferencia-se do posicionamento adotado pelas demais administrações da região amazônica.
Até agora, os governos do Amazonas, Acre, Pará, Amapá, Roraima e Tocantins já formalizaram pedidos oficiais junto aos órgãos competentes para garantir o envio de tropas federais. O objetivo dos demais estados é reforçar a vigilância nos locais de votação e dar suporte ao transporte de urnas eletrônicas em áreas isoladas. Em contrapartida, o governo rondoniense aposta integralmente na atuação de suas forças estaduais para manter a tranquilidade do pleito.
A dispensa do auxílio federal tem provocado discussões nos bastidores e entre observadores políticos. De um lado, defensores da medida interpretam a postura do Executivo como uma demonstração pública de convicção e confiança na capacidade técnica e operacional das forças de segurança do estado de Rondônia.
Por outro lado, especialistas e analistas da área de segurança pública demonstram preocupação. Eles apontam que o estado possui um histórico complexo de conflitos agrários e disputas fundiárias na zona rural, elementos de tensão que costumam exigir atenção redobrada das autoridades durante os períodos de campanha e votação.
Apesar dos alertas, a avaliação interna da cúpula de segurança rondoniense permanece inalterada. As autoridades locais sustentam que o atual contingente e a estrutura logística e operacional disponível no estado serão plenamente suficientes para assegurar a ordem pública e a normalidade do processo eleitoral.


