ContilNet Notícias
Cotidiano

Saiba quem era o policial civil morto após ataque de traficantes

Por Redação ContilNet Fonte: Julia Farias 08/07/2026 às 19:57
Saiba quem era o policial civil morto após ataque de traficantes

O policial civil Carlos Alberto Freire Neto, morto em um ataque a tiros promovido por traficantes da Favela do Muquiço, em Guadalupe, na zona Norte do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (8), estava na corporação havia pouco mais de dois anos. Carlos, de 35 anos, deixa esposa e dois filhos.

Segundo a Polícia Civil, o agente realizava diligências na Avenida Brasil quando foi atacado pelos suspeitos. Além dele, outro policial civil foi atingido, levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer e apresenta quadro de saúde estável.

Após ser atingido, Carlos também foi levado à unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

A polícia ainda aponta que o oficial havia ingressado na instituição em dezembro de 2023 e, desde de maio, estava lotado na DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense).

“Neste momento de dor, a instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, prestando suas mais sinceras condolências. Até o momento, não há informação de hora e local do sepultamento”, afirmou a polícia.

Em nota, o desembargador Ricardo Couto de Castro lamentou a morte do agente civil. “O Governo do Estado acompanhará de perto as investigações para que os responsáveis por esse crime sejam identificados, presos e responsabilizados com o máximo rigor da lei”, concluiu Castro.

Confronto

A Polícia Civil informou que agentes da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) realizavam diligências na região quando foram atacados enquanto trafegavam pela Avenida Brasil.

Ainda segundo a corporação, uma viatura da Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal), que passava pelo local, também foi alvo dos disparos. Agentes da DHBF que estavam nas proximidades prestaram apoio aos colegas durante o ataque.

Em nota, a corporação afirmou que ataques contra agentes de segurança pública representam “um ataque direto ao Estado” e destacou que continuará atuando de forma firme e permanente no combate às facções criminosas e na repressão à criminalidade.

A operação também provocou impactos no trânsito da Avenida Brasil. Segundo o COR (Centro de Operações Rio), uma faixa da pista lateral e outra da pista central, no sentido Centro, precisaram ser interditadas na altura da estação BRT Guadalupe, causando lentidão no trecho.

Ação emergencial

Por conta do ataque, pouco depois dos policiais serem baleados, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação emergencial na Favela do Muquiço.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as escolas na região da comunidade do Muquiço atenderam presencialmente e as atividades foram encerradas em segurança, seguindo o Protocolo Acesso Mais Seguro.

Já a Secretaria de Estado de Educação informou que as aulas foram suspensas em duas unidades na região citada. a instituição disse ainda que os conteúdos pedagógicos eventualmente perdidos serão repostos, sem prejuízos educacionais.

 

Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Julia Farias

Sair da versão mobile