O Ministério da Saúde aprovou novos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para o atendimento de pacientes com doença de Crohn e endometriose. Os documentos passam a orientar o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento das duas condições pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os protocolos reúnem critérios de inclusão e exclusão de pacientes, medicamentos e procedimentos recomendados, além dos mecanismos de regulação, controle e avaliação. As orientações deverão ser seguidas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.
No caso da doença de Crohn, a atualização substitui o protocolo que estava em vigor desde 2017. A condição provoca inflamação crônica no sistema digestivo e pode causar diarreia persistente, dores abdominais, perda de peso e outros sintomas.
Já a endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero. A doença pode causar cólicas intensas, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais e dificuldades para engravidar.
Os gestores do SUS deverão organizar as redes assistenciais e definir os serviços de referência para cada etapa do atendimento. Também será obrigatória a comunicação aos pacientes ou responsáveis sobre potenciais riscos e efeitos adversos dos procedimentos e medicamentos indicados.
Os novos protocolos foram publicados nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União. Os documentos completos serão disponibilizados na página de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde.
