O governo da Venezuela divulgou, neste sábado (18), um novo balanço oficial sobre as consequências dos terremotos que atingiram o país no dia 24 de junho. De acordo com o comunicado institucional, o número de mortes confirmadas decorrentes dos dois tremores de terra seguidos subiu para 5.119. O índice aponta um acréscimo de 50 vítimas fatais em comparação com o relatório de dados anterior.
Os dados estatísticos foram publicados por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional venezuelana. O relatório atualizado aponta ainda que os abalos sísmicos deixaram 16.740 pessoas feridas em todo o território nacional, além de manter uma população de mais de 17,9 mil cidadãos na condição de desabrigados. Embora as patrulhas e equipes de emergência deem continuidade aos trabalhos operacionais nos escombros, não há o registro de novos sobreviventes resgatados desde o último dia 2 de julho.
O impacto geológico dos abalos — que atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5 — afetou diretamente a infraestrutura de 856 edifícios. O foco principal da destruição concentrou-se geograficamente no estado de La Guaira, na região costeira do país. Desse montante de prédios atingidos pelas forças dos tremores, 190 colapsaram inteiramente, o que tem concentrado os esforços das frentes de engenharia e salvamento para a recuperação de corpos.
Apesar do detalhamento técnico atualizado em relação aos óbitos, feridos e desalojados, a gestão executiva interina comandada por Delcy Rodríguez não incluiu no documento oficial um indicador quantitativo a respeito do número total de pessoas desaparecidas desde o início da crise humanitária.
Em contrapartida à ausência de dados governamentais sobre o tema, plataformas e entidades organizadas da sociedade civil independente estimam um cenário mais severo. Levantamentos baseados em cadastros comunitários indicam que o paradeiro de mais de 29 mil pessoas permanece desconhecido desde a data dos abalos, gerando cobranças por maior transparência nos canais oficiais de informação.
