04/09/2026

TSE assina e lacra sistemas eleitorais que serão usados nas eleições de 2026

Cerimônia na sede da Corte em Brasília conclui etapa de compilação dos programas

Por Redação ContilNet
Mídias serão armazenadas em sala-cofre antes do envio para os Tribunais Regionais Eleitorais/ Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta sexta-feira, 4 de setembro, a cerimônia de assinatura e lacração dos sistemas eletrônicos que serão utilizados nas eleições de 2026. O evento está marcado para as 8h30 na sede da Corte, em Brasília.

O procedimento encerra a fase de compilação dos programas iniciada na segunda-feira, 31 de agosto. Ao longo de três dias, técnicos reuniram os códigos-fonte e demais componentes necessários para a consolidação das versões oficiais que operacionalizam o pleito.

A medida abrange os programas do sistema de votação. Estão incluídos os softwares instalados nas urnas eletrônicas, as ferramentas de registro e transmissão dos boletins de urna, além das plataformas responsáveis pelo recebimento, organização e totalização dos votos em todo o país. Sistemas voltados à criptografia, segurança e auditoria da votação também integram o pacote.

Durante o ato solene, os programas recebem a assinatura digital do TSE e das entidades fiscalizadoras presentes. Em seguida, os arquivos passam por um processo de lacração digital e física.

A assinatura digital gera os chamados hashes, sequências alfanuméricas que funcionam como impressões digitais exclusivas de cada programa. A tecnologia permite checar, em qualquer etapa das eleições, se o código em execução nas urnas coincide exatamente com a versão aprovada e auditada pela Justiça Eleitoral.

As mídias contendo os arquivos finais serão guardadas na sala-cofre do tribunal. Na sequência, cópias serão distribuídas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para o trabalho de carga e preparação das urnas nos estados.

A solenidade é acompanhada por representantes de órgãos credenciados para a fiscalização do processo eleitoral, entre eles a Polícia Federal (PF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Procuradoria-Geral Eleitoral.

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