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Ufac rebate sindicatos e diz que criação da Corregedoria segue acordo com a CGU

Por Redação ContilNet 26/06/2026 às 18:53
Ufac rebate sindicatos e diz que criação da Corregedoria segue acordo com a CGU

Administração da Ufac divulgou nota de esclarecimento/Foto: Reprodução

A Universidade Federal do Acre (Ufac) divulgou nesta sexta-feira (26) uma nota de esclarecimento e repúdio em resposta ao posicionamento conjunto da Associação dos Docentes da Ufac (Adufac) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau (Sintest), que haviam questionado a criação da Unidade Correcional da instituição durante o período de transição da gestão.

No documento, a administração superior afirma que a criação da corregedoria não tem relação com o processo eleitoral interno e sustenta que a medida integra um compromisso firmado com a Controladoria-Geral da União no Acre (CGU-AC) desde dezembro de 2025. Segundo a universidade, a estruturação da unidade vinha sendo discutida com o órgão de controle há pelo menos dois anos, como desdobramento da avaliação de integridade pública realizada em 2024.

A gestão também contesta a afirmação de que a criação da unidade seria um ato extemporâneo. De acordo com a nota, a principal dificuldade para implantação da corregedoria era a inexistência de cargos de direção específicos, situação que teria sido resolvida recentemente após articulação institucional, permitindo a efetivação da estrutura.

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Outro ponto abordado é a adoção do mecanismo ad referendum para formalizar a medida. A administração afirma que o procedimento está previsto entre as atribuições da reitora e foi utilizado em razão da suspensão das reuniões dos conselhos superiores durante a greve dos servidores técnico-administrativos. Ainda conforme a nota, a paralisação não impede a dirigente máxima da universidade de praticar atos administrativos necessários ao funcionamento da instituição.

A Ufac também ressalta que a atual reitora, Guida Aquino, permanece investida de todas as competências legais até o encerramento de seu mandato, previsto para 11 de agosto de 2026. A administração sustenta que o período de transição não caracteriza gestão compartilhada e que cabe à atual dirigente cumprir os compromissos institucionais assumidos perante os órgãos de controle.

Na manifestação, a universidade reafirma que reconhece o resultado da consulta eleitoral que elegeu os professores Josimar Ferreira e Almecina Balbino para a próxima gestão e informa que já constituiu a Comissão de Transição, cuja primeira reunião está marcada para o dia 30 de junho.

Ao final da nota, a administração superior repudia o que classifica como tentativa de politizar uma ação administrativa legítima e afirma que continuará exercendo todas as atribuições legais até o término do mandato, defendendo o respeito à legalidade, à autonomia institucional e ao processo regular de transição.

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