23/09/2026

Vice-diretor de escola estadual é investigado por injúria racial contra aluno

Estudante de 16 anos foi alvo de comentário sobre seu cabelo ao usar pente garfo em sala de aula

Por Fhagner Soares, ContilNetAtualizado
Suspeito afirmou em sala de aula que apenas pente garfo entraria no cabelo de adolescente; alunos exigem afastamento do cargo/ Foto: Reprodução

O vice-diretor da Escola Estadual Maurício Murgel, localizada em Belo Horizonte, virou alvo de uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. O servidor público é suspeito de cometer o crime de injúria racial contra um estudante de 16 anos dentro do ambiente escolar.

De acordo com os relatos registrados no boletim de ocorrência, o episódio ocorreu em sala de aula, no momento em que o adolescente utilizava um pente garfo — objeto historicamente ligado à valorização e à estética do cabelo crespo e afro. O docente teria feito comentários depreciativos direcionados ao cabelo do aluno, afirmando que somente aquele modelo específico de pente seria capaz de penetrar nos fios do jovem.

A conduta do gestor provocou imediata reação e revolta entre o corpo discente da instituição de ensino. Grupos de estudantes organizaram manifestações internas e atos de protesto nos corredores do colégio para cobrar providências administrativas rígidas da direção da escola, exigindo o afastamento imediato do vice-diretor de suas funções pedagógicas e administrativas.

Diante do clima de tensão na unidade, a Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada para intervir no local. O servidor público foi detido pelas guarnições e conduzido formalmente à delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos iniciais sobre o teor das declarações e a dinâmica do ocorrido.

Procurada para se manifestar sobre o andamento das investigações e a situação funcional do servidor, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que está acompanhando de perto os desdobramentos do caso.

O órgão estadual informou que enviou equipes técnicas de inspeção escolar à unidade de ensino para instaurar um procedimento de apuração preliminar dos fatos. Adicionalmente, a secretaria comunicou que mobilizou profissionais das áreas de assistência social e apoio psicológico para prestar atendimento emergencial ao estudante envolvido, aos seus familiares e a toda a comunidade escolar afetada pelo episódio.

Veja o vídeo: 

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