O Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) realizou, no município do Bujari, nos dias 22, 23 e 24 de maio de 2026, o “Seminário Enfrentamento à Violência” voltado ao enfrentamento da violência contra a mulher, reunindo participantes de diversas comunidades rurais de Rio Branco e de outros municípios do Acre.
A abertura do evento ocorreu no sábado (@2) pela manhã, e teve a participação da ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), Rosana Cavalcante, que destacou a importância da iniciativa para ampliar o debate sobre a violência de gênero e fortalecer a luta das mulheres do campo.
O encontro aconteceu na Escola Edmundo Pinto de Almeida Neves, no município de Bujari, e contou com debates, rodas de conversa e reflexões sobre políticas públicas de proteção e acolhimento às mulheres.
Durante a abertura do seminário, Rosana Cavalcante afirmou que os três dias de atividades foram marcados por intensos momentos de reflexão e troca de experiências sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. “Foram três dias de debate, reflexão e muito aprendizado sobre combate à violência contra a mulher. Um tema que não pode parar de ser falado, que precisa virar política pública e que encontrou aqui, nessas mulheres, uma força que poucos espaços têm”, destacou.
*Rosana Cavalcante destaca força das mulheres camponesas* – A ex-reitora do Ifac também enfatizou que a violência contra a mulher deve ser tratada como uma pauta pública e coletiva, especialmente em defesa das mulheres que vivem e trabalham no campo. “A violência contra a mulher é uma pauta pública, que precisa de proteção, amparo e representação para as mulheres que sustentam o campo, criam famílias e ainda precisam lutar pelo direito de viver com segurança e dignidade”, afirmou.
Segundo a ex-reitora do Ifac, Rosana Cavalcante, a realidade da violência doméstica ainda atinge milhares de mulheres em todo o país e exige ações concretas do poder público e da sociedade. “No Brasil, milhares de mulheres ainda vivem com medo dentro da própria casa. Precisamos transformar indignação em políticas públicas, acolhimento e proteção real”, afirmou.
Rosana Cavalcante também destacou que a independência financeira é um fator essencial para que muitas mulheres consigam romper o ciclo da violência. “Para romper o ciclo da violência, a mulher precisa ter independência financeira, autonomia e oportunidades que garantam sua liberdade”, declarou.
No final, Rosana agradeceu ao Movimento de Mulheres Camponesas do Acre pela realização do evento, destacando a importância da união feminina na construção de mudanças sociais. “Saio daqui fortalecida, com ainda mais clareza do caminho e com a certeza de que quando essas mulheres se unem, nada resiste”, concluiu.
*Movimento reforça combate à violência contra a mulher* – Coordenadora estadual e nacional do Movimento de Mulheres Camponesas, Edna Belém explicou que o seminário faz parte de uma das principais bandeiras de luta do MMC em todo o país.
Segundo ela, a coordenação nacional do movimento tem incentivado a realização de seminários estaduais para ampliar o debate sobre a violência contra a mulher e fortalecer a rede de apoio às vítimas. “A discussão sobre este tema é essencial, finalizando as atividades do Maio Laranja e dando continuidade ao combate à violência contra a mulher”, afirmou.
Edna ressaltou ainda que o MMC possui uma trajetória marcada pela resistência e pelo acolhimento às mulheres em situação de vulnerabilidade. “A primeira mensagem é que estamos aqui, segurando a mão de cada uma, reafirmando nosso compromisso com o fortalecimento da rede. Convocamos todos os órgãos que promovem políticas públicas a participar do debate, para que as mulheres possam expressar suas dificuldades e serem ouvidas”, declarou.
