O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Universidade Federal do Acre (Ufac), lança nesta sexta-feira (11), na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o livro Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas. O lançamento ocorre após a apresentação da obra no Rio de Janeiro, no último dia 3, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade (JITOU).
As ações fazem parte do projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com o apoio do Pulitzer Center.
Organizada por Da Conceição, a publicação reúne pesquisadores brasileiros e latino-americanos em uma reflexão sobre o legado de Augusto Boal e suas possibilidades de diálogo com as florestas, os povos originários, as comunidades tradicionais e os saberes ancestrais.
A proposta vai além de levar o Teatro do Oprimido para o contexto amazônico. O livro apresenta a própria floresta como espaço e sujeito de aprendizagem, abrindo caminho para novas formas de pensar a educação, a criação artística e a transformação social.
A obra também dialoga com questões ambientais e práticas decoloniais, valorizando relações de reciprocidade, diversidade e cuidado presentes nos ecossistemas florestais.
Trajetória
Professor da Ufac, Flavio da Conceição é pesquisador, artista e doutor em Teatro. Há mais de três décadas, desenvolve trabalhos com o Teatro do Oprimido em diferentes contextos sociais e educativos.
Ele coordena o GESTO da Floresta, programa de pesquisa e extensão voltado às relações entre teatro, educação, ecologia e saberes ancestrais na Amazônia.
Flávio é autor dos livros A Estética de Boal e Nada Mais do Que Isso e organizador de Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas.
A publicação propõe, assim, uma renovação do pensamento de Augusto Boal a partir da Amazônia e apresenta as Pedagogias das Florestas como um horizonte ético, artístico e educativo no qual a natureza deixa de ser apenas cenário e passa a ser reconhecida como fonte e sujeito de conhecimento. (Assessoria/Fotos: Luiz Moura)
