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A história das vezes em que Bittar recusou ir embora

Por Wania Pinheiro, ContilNet 15/06/2026 às 19:05

Márcio Bittar destaca raízes no Acre durante celebração dos 64 anos do Estado/Foto: Reprodução

Há declarações de amor que são feitas com palavras. Outras, porém, são feitas com escolhas. Neste aniversário de 64 anos da elevação do Acre à condição de Estado, o senador Márcio Bittar revelou uma decisão que ajuda a explicar sua relação com esta terra: mesmo após derrotas eleitorais e diante de convites para construir uma carreira política em outros estados, ele decidiu ficar.

A confissão não veio em tom de queixa nem de autopromoção. Veio como um testemunho de pertencimento. Segundo o senador, após perder disputas importantes para o Governo do Estado, para o Senado e para a Prefeitura de Rio Branco, lideranças influentes da política nacional o procuraram oferecendo novas oportunidades em outras regiões do país. Para muitos políticos, seria um caminho natural. Recomeçar onde as circunstâncias fossem mais favoráveis. Buscar novos horizontes. Construir um novo projeto.

Márcio Bittar escolheu o contrário.

Disse não a todos os convites.

A decisão ganha relevância justamente porque foi tomada nos momentos mais difíceis da vida pública. É fácil permanecer quando se vence. O verdadeiro teste de convicção acontece quando as derrotas chegam, quando os projetos são interrompidos e quando surge a oportunidade de buscar um caminho mais confortável. Foi nesse cenário que o senador afirma ter reafirmado sua ligação com o Acre.

Ao recordar a história do Estado, Bittar também lembrou que seu vínculo com esta terra nasceu ainda na infância, influenciado pelo pai, que se apaixonou pelo Acre ao chegar à região na década de 1970. Um sentimento que, segundo ele, atravessou gerações e foi transmitido aos seus filhos.

O Acre é uma terra construída por homens e mulheres que enfrentaram desafios extraordinários. Seringueiros, agricultores, trabalhadores anônimos e famílias inteiras ajudaram a escrever uma história marcada por coragem, resistência e sacrifício. É justamente essa trajetória que, na visão do senador, exige um compromisso permanente com o futuro.

Ao revelar que recusou oportunidades para deixar o Estado, Márcio Bittar procurou transmitir uma mensagem simples: sua atuação política não está vinculada apenas a mandatos ou cargos, mas a um projeto de vida conectado ao lugar que escolheu chamar de lar.

Em tempos em que a política frequentemente é associada a conveniências e estratégias, histórias como essa chamam atenção por outro motivo. Elas falam sobre raízes. Sobre identidade. Sobre a decisão de permanecer quando partir parecia mais fácil.

No aniversário de 64 anos do Acre, a declaração do senador acaba se transformando também em uma homenagem ao próprio Estado. Afinal, para quem teve a chance de buscar outros caminhos e preferiu ficar, o Acre não é apenas um endereço no mapa. É uma causa, uma história e um compromisso que atravessa gerações.

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