Nas eleições deste ano, o atual governador e candidato à reeleição, Gadson Cameli (Progressistas), enfrenta não só o desafio das urnas, mas também de derrotar pelo menos dois ex-grandes aliados: os senadores Sérgio Petecão (PSD) e Marcio Bittar (União Brasil), os dois estão licenciados, mas foram eleitos juntos com Gladson em 2018 e romperam ao longo dos últimos quatro anos. Agora, os dois disputam o mesmo cargo que ele.
Para além disso, na sua chapa, como candidato ao Senado, está Ney Amorim, que apesar de agora estar em um partido da base do governador, disputou o cargo de senador em 2018 na chapa adversária de Gladson, quando era do PT.
Durante a entrevista ao ContilNet e Sans Filmes, nesta segunda-feira (5), Gladson comentou sobre essa reviravolta: “A polĂtica tem essas surpresas”.
Gladson explicou que quando há um grupo polĂtico que já tem um governador onde a candidatura Ă reeleição Ă© prioridade e os demais nĂŁo interpretam dessa forma, “é porque realmente eles teriam um interesse prĂłprio, particular” e disse ainda que os ex-aliados tinham a intenção de disputar a cadeira na qual ele ocupa.Â
“SĂł sei dizer que eu fiz uma escolha, que foi Deus e o povo. EntĂŁo a minha escolha foi essa, eu acho que estou seguindo a linha porque a população tem entendido a mensagem que eu tento passar. Todos os ex-aliados estavam no Governo atĂ© uns meses atrás, nĂŁo Ă© possĂvel que eles aguentaram esse tempo todo e sĂł vieram enxergar algum defeito agora. Mas eu respeito, Ă© a decisĂŁo de cada um”, diz o candidato.
Ao ser questionado se sentiu traĂdo, Gladson afirma que nĂŁo se pode contar com aquilo que nunca teve. “Eu nĂŁo subestimo ninguĂ©m, respeito muito as opiniões. Eu sempre percebi o interesse de alguns, tanto que tem alguns disputando as eleições. Eu nĂŁo tenho problema com ninguĂ©m, nĂŁo tenho mágoa, nĂŁo tenho raiva, nĂŁo me sinto traĂdo, porque nĂŁo me traĂram. TraĂram o eleitor”, diz.
Sobre ex-adversários, Gladson fala sobre Ney Amorim, candidato ao Senado nas Eleições 2022. “Ney estava do outro lado e agora está comigo aqui. Desde a campanha de 2016, quando disputei minha primeira eleição para deputado federal, nĂłs tĂnhamos sempre uma proximidade, sempre nos ajudávamos quando disputamos uma eleição proporcional. Na transição governamental, nĂłs tivemos sempre um alinhamento, que era nĂŁo prejudicar o Estado. Ele, presidente da Assembleia, me ajudou muito naquela transição de 60 dias”, diz Gladson ao afirmar grande proximidade e confiança em Ney.
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